quinta-feira, 23 de julho de 2015

Confirmado os dois primeiros casos de febre chikungunya em Teresina

Resultado de mais de 200 exames ainda podem chegar nos próximos dias.
FMS continua investigando e conta que novos casos podem ser confirmados.

Do G1 PI 
Dois casos de chikunguny foram confirmados em Teresina (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP) 

Os dois primeiros casos de febre chikungunya foram confirmados em Teresina e a existência do vírus na capital já passou a ser reconhecida pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). De acordo com a FMS, que realiza o monitoramento da doença na capital, o resultado de mais de 200 exames podem chegar nos próximos dias.
Gerente de Epidemiologia da FMS diz que novos
casos podem surgir (Foto: Reprodução/TV Clube)


A certeza da doença só foi confirmada após a realização de exames feitos no Laboratório Evandro Chagas, no estado do Pará, referência no diagnóstico de doenças como a dengue, Zika e a febre chikungunya.

Segundo a gerente de epidemiologia da FMS, Amparo Salmito, desde janeiro as amotras são enviadas, mas os resultados dos exames só começaram a chegar em julho, sendo confirmados os diagnósticos clínicos.

"Como a demanda é muito grande no laboratório, nós temos muitos casos aguardando confirmação para assim termos a certeza da existência de novos casos da doença na capital. Só agora esses exames começaram a chegar. Portanto, de confirmado até o momento são três casos de Zika e esses dois de chikungunya", disse.

Ainda de acordo com a gerente, que também é médica epidemiologista, desde o começo do ano a Fundação vem investigando diversos casos suspeitos da zika, chikungunya e de dengue. Ela contou que há uma dificuldade em fazer diagnóstico clínico entre as doenças tendo em vista que os sintomas são semelhantes e o agente transmissor é o mesmo: o Aedes aegipty. Segundo ela, apenas o diagnóstico por exame feito no laboratório é apropriado.

"É comum ficar em dúvida sobre a existência do vírus por conta dos sintomas que são muito parecidos: febre alta, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça, erupções cutâneas e pequenas lesões na pele", disse.

O monitoramento, segundo Amparo Salmito, continua o mesmo. Após o surgimento de casos suspeitos, amostras sanguíneas do paciente são enviadas para o laboratório para que sejam realizado testes.

Além disso, segundo a diretora, para fazer o controle da doença, o órgão tem implantado armadilhas pela cidade, especialmente em bairros onde os números de casos são altos. Mas segundo ela, a melhor prevenção é não deixar água parada.

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