sexta-feira, 21 de agosto de 2015

'A sensação é de ter morrido naquela hora', diz frentista salvo por celular

Em Belém, bandido disparou contra frentista, mas bala atingiu apenas o celular
Polícia espera localizar integrantes da quadrilha com a ajuda de imagens.

O frentista José Ribamar Soares da Silva, de 33 anos, que escapou de um tiro disparado por um bandido graças ao celular guardado no bolso da camisa, que alojou a bala, relembra, bastante abalado, os momentos de tensão que viveu na tarde da última quinta-feira (20), em um posto de combustíveis, em Belém.

"A sensação é de ter morrido naquela hora. O celular me salvou. Quer dizer, foi Deus quem me salvou", conta.

Em depoimento à polícia, a vítima disse que quatro homens chegaram em um carro até o posto, localizado no bairro da Pedreira, no início da tarde, renderam os funcionários, e após roubarem uma quantia em dinheiro do local, um deles disparou contra o frentista, mas a bala atingiu apenas o tefone celular de José Ribamar, guardado no bolso na camisa. O telefone ficou danificado e o projétil, que seria de um revólver calibre 38, foi encontrado grudado ao aparelho.

As câmeras do circuito interno de segurança do local registraram a ação da quadrilha: um carro com os assaltantes chega ao local e é abastecido. Em seguida, o frentista é pago e dois homens saem do veículo para abordar os funcionários, quando uma confusão acontece e um deles atira. Com o susto, o bando foge do posto.

A polícia suspeita que o autor do disparo tenha sido um adolescente e acredita que
as imagens possam ajudar a capturar os integrantes da quadrilha.

"A Polícia Militar está realizando diligências juntamente com o pessoal aqui da Pedreira para gente tentar prender esses elementos, inclusive autuar em flagrante. De acordo com a divulgação dessas imagens, esperamos que a população repasse informações ao 181, o Disque Denúncia, ou mesmo aqui para a delegacia", afirma o delegado da Seccional da Pedreira, Fábio Veloso, onde o caso foi registrado.

Um colega de José Ribamar fala sobre o susto que o amigo levou naquela tarde.

"Ele ficou estático, parado, sem saber o que tinha acontecido. Não tinha caído a ficha dele que tinha pego o tiro. Foi milagre. Ele pode levantar a mão para o céu porque Deus salvou ele", afirma Oswaldo Neto.




Do G1 PA 

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