quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Wellington rejeita proposta para cortar secretarias


Wellington Dias em reunião com deputados na Assembleia Legislativa: rejeição à proposta da oposição

O governador Wellington Dias (PT) adiantou ontem que não pretende reduzir o número de secretarias ou de cargos comissionados no Estado, como foi sugerido pelos deputados de oposição na Assembleia Legislativa. A sugestão será apresentada ao governador pelos deputados da oposição como forma de minimizar os efeitos da crise financeira e adequar melhor a estrutura do Estado ao momento de dificuldades que o país e os estados atravessam.


Segundo Wellington Dias, o Piauí tem cerca de 3.300 cargos de livre nomeação e ele considerou um número enxuto. "O importante é o caminho do gasto e não ter o valor elevado. Quem governa quer ter quem coordene e com custo compatível. Essa é a realidade do Piauí. Precisamos resolver sem afetar os trabalhadores", adiantou, durante visita à Assembleia, ontem, para apresentar o relatório da viagem aos Estados Unidos, feita entre julho e início de agosto (veja matéria nesta página).


Apesar da situação de crise, confirmada pelo governador, ele disse que tem buscado alternativas e adotado providências para melhorar a atuação da máquina pública, de forma a gerar mais emprego e renda. "Mas aceito sugestões para soluções", afirmou, adiantando que vai receber os deputados da oposição para conversar. Wellington disse que tem problemas como o da Previdência Social."Vamos encontrar uma solução a partir de um fundo de patrimônio do Estado e uma nova forma de geração de renda", completou.


Para Wellington Dias, os gastos do governo do Piauí não são os maiores do Brasil e seria desnecessário reduzir o número de pastas e cargos. "Trabalhamos para que não ocorram gastos além do necessário. Temos problemas que precisam ser resolvidos e precisa de pessoal qualificado", disse. Na Assembleia, os deputados de oposição sugeriram que fossem extintas dez secretarias e 1.500 cargos em comissão. A proposta era economizar para sair da crise.



A oposição não recebeu bem a reação do governador à proposta de redução das secretarias e dos cargos comissionados. "Nós estendemos a mão para o governador. A crise é muito grande. Mas, pelo que disse, o governador não quer conversar com a oposição. Se ele não quer incorporar as ideias da oposição para vencer a crise, então a oposição vai ficar no seu papel de oposição", comentou o deputado Robert Rios (PDT), autor da proposta em plenário.

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