sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dilma anuncia corte de 8 pastas, 30 secretarias e 3.000 cargos

Dilma Rousseff anunciou corte de 30 secretarias nacionais, 3 mil cargos comissionados, proíbição de viagem em 1ª classe e racionalização do uso de água, energia e telefone
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira (2) o corte de oito ministérios e a redução em 10% do salário dos ministros. Dessa forma, 275 dias após ter sido eleita, a presidente muda toda a configuração do governo na tentativa de melhorar sua governabilidade e evitar a abertura de um processo de impeachment contra seu mandado.

"Os governos de coalizão, como é o caso do meu e de todos os governos depois da democratização, precisam de apoio no Congresso. Nós vivemos em uma democracia e temos que dialogar com o Congresso eleito pelo povo em favor da população", disse Dilma, admitindo que a reforma faz parte de uma estratégia para a aprovação de medidas econômicas no Legislativo que, segundo ela, vão ajudar o Brasil a sair da crise.

"Nós precisamos colocar os interesses do país acima dos interesses partidários. Quero agradecer a disposição dos partidos e parlamentares nessa direção", completou.

A presidente anunciou ainda a criação de uma Comissão Permanente para a Reforma do Estado, que terá como objetivo "reorganizar a administração federal" e fiscalizar o cumprimento das metas propostas pelo governo.

Apesar de ter prometido, inicialmente, acabar com pelo menos dez ministérios, somente oito pastas foram cortadas na Esplanada.

A presidente suprimiu ainda 3 mil cargos comissionados e 30 secretarias ministeriais, fundindo algumas delas nos chamados "superministérios", como o da Previdência Social e Trabalho, que ficará sob o comando de Miguel Rossetto (PT). Para ela, a fusão dessas pastas tem o objetivo de "fortalecer e dar maior eficiência e foco às políticas públicas".

Dilma também anunciou a redução de 20% nos gastos de custeio e contratação de serviços nos ministérios, além da criação de metas para a redução nas contas de água e energia e nas despesas com telefone e passagens aéreas.

"Isso vai contribuir para que o país saia mais rapidamente da crise e vai ajudar as medidas de reequilíbrio fiscal e controle da inflação, além de consolidar a estabilidade macroeconômica, aumentando a confiança na economia", disse a presidente.


Fonte: JL/Folhapress

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