sábado, 3 de outubro de 2015

Mais de 4 mil mulheres foram às ruas de Teresina para alertar sobre câncer de mama

Caminhada do Outubro Rosa aconteceu neste sábado (3), em Teresina. Evento lembrou sobre o diagnóstico precoce na cura do câncer de mama
Uma multidão vestida de rosa ganhou às ruas do Centro de Teresina na manhã deste sábado (3), para alertar do combate ao câncer de mama. Com chuvas de pétalas, mais de quatro mil mulheres participaram da tradicional Caminhada do Outubro Rosa e lembraram da importância do diagnóstico precoce na cura da doença.

Segundo a presidente da Fundação Maria Carvalho Santos e organizadora da caminhada, Ana Célia Faustino, cerca de 12 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença no país. Somente no Piauí, 2.737 casos de câncer de mama foram registrados entre os anos de 2010 e 2014.

"Esta caminhada é um exemplo do esforço de muitas mulheres que lutam contra o câncer de mama. A cada ano eu fico mais surpresa com a quantidade de participantes, o amor do povo pelo nosso projeto. Queremos também com o movimento conscientizar outras mulheres sobre a importância do exame da mama e, também, mostrar aos governantes a necessidade de melhorias das políticas públicas de prevenção e tratamento da doença", declarou.

A 10º edição do evento iniciou às 7h com concentração no adro da Igreja São Benedito e seguiu ao longo da Avenida Frei Serafim, em direção à sede da entidade, no bairro Ilhotas, Zona Sul de Teresina. O eventou contou também com show musical, dia de beleza, distribuição de 800 senhas para exames de mamografia, atividades artísticas e esportivas.

O casal Fábio Andrade e Eline Vieira participou pela primeira vez da caminhada, após lutarem juntos este ano contra o câncer de mama. Aos 33 anos, Eline foi diagnosticada com a doença em março e com o apoio do marido fez todo o tratamento.

"Sempre fiz exames de rotina e descobri o câncer de mama bem no início, o que contribuiu para minha cura. Meu marido me ajudou bastante, isto é bom, porque você percebe que não é o fim do mundo, que é algo a ser superado", disse emocionada.

Para Fábio Andrade, o momento mais difícil no tratamento da mulher foi a reação da quimioterapia. "Porque você ver e não pode fazer nada. É neste momento que o companheiro precisa dar muita atenção para as mulheres. Esta é a hora que elas mais precisam", lembrou.

A veterana Alice Maria Moreira, de 56 anos, contou que a caminhada deste ano é mais do que especial. Ela comemora neste fim de semana, sete anos que está curada do câncer de mama. "A gente precisa ter fé, alegria e companheirismo da família. Quem teve a doença sabe que o cabelo cai, mas nasce depois, retirar uma mama, mas não tira a dignidade. O câncer não gosta de alegria", declarou.

AcompanhamentoA Fundação Maria Carvalho Santos trabalha há 17 anos em prol da saúde da mama através do auxilio direto às pacientes, como apoio psicológico, fisioterápico, fornecimento de perucas e medicações. Além disso, durante todo o ano, desempenha trabalho educativo voltado para a prevenção do câncer.



Fonte: JL/G1PI

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