sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O MUNDO DE OLHO NA DESCOBERTA DE UM PROFESSOR DO BRASIL

Justiça determina que USP entregue medicamento que"cura o câncer"

Pacientes e parentes de pessoas com a doença fazem filas na USP (Universidade de São Paulo) unidade de São Carlos, no interior paulista, em busca da pílula15/10/15, 21:52
Há alguns dias circula nas redes sociais um vídeo que apresenta um medicamento à base de fosfoetanolamina sintética, o qual este seria capaz de combater o câncer. Pacientes e parentes de pessoas com a doença fazem filas na USP (Universidade de São Paulo) unidade de São Carlos, no interior paulista, em busca da pílula.

A procura foi registrada após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reconsiderar a decisão que proibia a distribuição. Diante disso, mais de 700 liminares já concedidas em primeira instância voltaram a ter validade.

A grande procura – que levou à distribuição de senhas e o temor de que aumente ainda mais o número de interessados – fez com que a Universidade divulgasse um comunicado. A instituição alega que não é indústria química ou farmacêutica e não tem condições de atender demanda em larga escala.

A droga não foi testada ainda em humanos, mas quem está tomando a fórmula garante que faz efeito. A substância também não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas na quinta-feira passada, 8, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a entrega para uma paciente do Rio de Janeiro. No dia seguinte, o TJ-SP voltou atrás em sua proibição.

Cada paciente recebe 60 cápsulas por liminar, quantidade que é suficiente para até 20 dias. Mas a universidade informou que esta substância “não é remédio” e que “exploradores oportunistas” fazem propaganda da droga

Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado da Universidade e que coordenou por mais de 20 anos os estudos com a fosfoetanolamina sintética, que imita uma substância presente no organismo e sinaliza células cancerosas para a remoção pelo sistema imunológico afirma que “a fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”, disse o especialista.

Inicialmente a droga era fornecida gratuitamente em São Carlos, mas uma portaria da universidade proibiu a distribuição até o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pacientes que tinham conhecimento dos estudos entraram na Justiça para obter as cápsulas. A Anvisa disse que não identificou um processo formal para a avaliação do produto em seus registros e que não houve por parte da instituição de pesquisa nenhuma iniciativa ou atitude prática no sentido de transformar o produto em um medicamento. Segundo a agência, para obter o registro, além da requisição, é preciso apresentar documentos e análises clínicas.

Fonte: JL/Conews

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