sábado, 28 de novembro de 2015

EDITORIAL - COCAL para não perder o caminho....

   O homem é um ser gregário. Precisa viver em comunidade, porque disso depende, em maior ou menor escala, sua subsistência e sobrevivência. Precisa dos pais para nascer, carece do seu amor, carinho e cuidado para vencer seus primeiros anos de existência. Vem a adolescência e a sensação de que já consegue caminhar com seus próprios pés e se tornar independente, mas justamente nesta fase começa arder a chama do primeiro amor, que lhe mostra mais uma vez, que ele não pode e jamais conseguirá viver completamente sozinho. Por natureza, ele só conseguirá se realizar, principalmente no plano afetivo, se compartilhar seus anseios, sonhos, objetivos com alguém.

     Independente das experiências que tenha vivido até essa fase, por mais que tenha sido preterido, abandonado mesmo, o homem não pôde deixar de se comunicar com seu semelhante, de fazer pedidos, trocar idéias, dialogar.

  Mesmo que todas as grandes idéias, que conduziram a humanidade ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico, científico e social, tenham nascido de um esforço individual, nenhuma delas teria se concretizado sem contar com o apoio, o engajamento, o “vestir da camisa” de muitas outras pessoas.

   Ao longo desse processo, com certeza muitos pontos foram estudados, e se fez necessário que o criador da idéias ouvisse opiniões, acatasse sugestões, trabalhasse em conjunto. Assim, quantas vezes um fracasso solitário não se tornou um sucesso que tem, em seus bastidores, como responsáveis, dezenas, talvez centenas de pessoas? 

  Neste novo século e neste novo milênio, cada cidadão pode trabalhar pensar, criar em conjunto com o mundo todo, através da Internet, por exemplo. E no plano do lar? Do trabalho? Da nossa missão na Obra Divina?

  Em qualquer desses universos, a saída é uma só: dialogar, trabalhar em conjunto, ser equipe. Do contrário, será cada vez mais difícil cumprirmos nossa missão. Se cada um de nós for o centro de sua própria “Obra”, já não estaremos mais trabalhando para o bem coletivo. Já não estaremos mais pensando na felicidade do nosso próximo. Já não estaremos mais sentindo arder no peito aquela chama que nos levou a amar a humanidade. Já não estaremos mais no caminho da felicidade.


 Fonte: Tropical Noticias
Jornalista Raimundo Martins




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