quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O Vazio Que Ficou



Fonte:Tropical Noticias
Raimundo Martins

Aos seis anos do rompimento da Barragem Algodões, as 16:00 horas, refaz o caderno que descreveu o dia de tristeza e dor. Uma força-tarefa de repórteres, editores, fotógrafos e cinegrafistas relembram os personagens, os números e o cenário exposto pela edição do dia 27 de maio de 2009. 

A busca de informação revela  relatos de como se desenvolveram os dramas daquela tragédia, que deixou nove mortos e centenas de desabrigados, um fato triste que provocou o rastro da destruição, tudo levado pelas enxurradas: animais, plantas, casas, arvores. A pergunta que ainda persiste, é saber quantos erraram no projeto de construção e o que  realmente aconteceu com a barragem. Relembro muito  aquela tarde onde  tudo aconteceu, momento esse que ainda está gravado na memória dos que por lá viveram,  não dá para fingir que esqueceu de tudo por que o coração fala mais alto, uma voz que não clama por “JUSTIÇA”.Indenização digna pela restituição de seu patrimônio material- habitação, trabalho, saúde, educação e qualidade de vida – imaterial: Tranquilidade, paz de espírito e viver em harmonia com a natureza.

Tudo isso ainda não foi providenciado para reparar os danos causados as comunidades do entorno em função do rompimento da barragem e que ainda hoje sofre as consequências de viver em condições subumanas, casas apertadas, ruas sem infra-estrutura  sem saneamento básico que fragilizam a sua saúde. As comunidades acreditam que um dia tudo vai ser resolvido, que dias melhores virão e que a esperança que ainda não morreu, em função de sua luta diária na busca de seus direitos junto aos órgãos competente.

 Porém para muitos pode ser tarde demais, na realidade somos aventureiros que estamos aqui de passagem plantando e colhendo de criança a velhice.
Muitas das vezes o homem com sua persistência pensando que sabe tudo e deixa tudo para lá, achando que tudo está perfeito, e não gasta o suficiente para economizar o que não é seu, deixa a desejar e o tempo vai e tempo vem e muitas coisas vão se desmoronando sem reparo e sem perceber que o perigo está para acontecer.

 No caso da Barragem Algodões tudo foi com as enxurradas, arrastaram casas, plantas, animais arvorem, e juntos foram a alegria e os sonhos de uma geração, ficando para traz um vazio que ninguém preenche, um olhar, uma solidão, uma saudade dos antes-queridos que se foi para a eternidade, deixando para traz os rastros que as águas apagaram. Um Vazio que ficou.







 


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