segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Transposição de água do açude Caldeirão em Piripiri causa polêmica

Projeto que levar água de Piripiri para Pedro II, na região Norte do Piauí.
Piripienses temem ficar desabastecidos caso a adutora de engate seja realizada.



Uma proposta de transferência de água do açude Caldeirão em Piripiri para Pedro II, na região Norte do Piauí, tem ocasionado diversos debates. Os piripienses temem ficar desabastecidos caso a adutora de engate seja realizada.

A Defesa Civil propôs puxar água do açude Caldeirão para o açude Joana em Pedro II, que está com 25% de sua capacidade, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Lá, a população não é atendida por carro-pipa. Enquanto isso, em Piripiri o Caldeirão está com 75% e a população diz que não quer ceder água para Pedro II, já que 800 famílias vivem do caldeirão, através da piscicultura e pesca.

O Dnocs também questiona e diz que o recomendável seria apenas reformar as paredes do Açude Joana. Se a proposta sair do papel devem ser retirados 250 mil metros cúbicos de água por dia.

Segundo o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), esta discussão está bem adiantada. O diretor da Defesa Civil, Vitorino Carvalho, explica como será esta transferência. "Na prática, a adutora de engate é uma situação emergencial e colocada em em algumas situações dependendo da necessidade do que acontece hoje, o município de Pedro II é abastecido pelo açude Joana, que está com a capacidade muito baixa e difícil de captação de água para suprir a necessidade do povo", disse.

Para o diretor, a melhor alternativa para mudar esta realidade é o açude caldeirão com volume de água suficiente e a adutora de engate numa situação emergencial.

"Ela levaria água de Piripiri para Pedro II, sem comprometer os agricultores e abastecimento dos moradores. Não há risco porque o Caldeirão está localizado na região onde há uma capacidade de chuva mais elevada com 70% da sua capacidade, enquanto os demais estão com 10%", comentou.

Carvalho também comentou que nos municípios onde os moradores enfrentam a falta de água, o problema está sendo resolvido de forma paliativa com a operação carro-pipa. Ele admite que não é suficiente, mas destaca ser a alternativa mais viável.




Do G1 PI 

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