quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Combate à dengue já envolve 300 mil agentes, informa ministro da Saúde

O ministro considera a situação atual no país como de "guerra" contra o mosquito, mas observou que essa guerra "jamais será ganha" sem a conscientização de cada cidadão
O Ministério da Saúde já mobilizou mais de 300 mil agentes de combate a endemias e de saúde comunitária para que possam ir "de casa em casa", como disse o ministro Marcelo Castro, exterminando os criadouros do mosquito da dengue em todo o território nacional. O ministro participou, nesta quarta-feira (16), de audiência pública sobre o tema realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

- Se o mosquito pode matar, ele não pode nascer. Esse é o lema que queremos popularizar, contando com a colaboração que já vem ocorrendo dos meios de comunicação buscando alertar sempre as pessoas - anunciou Castro.

O ministro considera a situação atual no país como de "guerra" contra o mosquito, mas observou que essa guerra "jamais será ganha" sem a conscientização de cada cidadão.

- Mais de 80% dos criadouros ficam dentro das residências. Qualquer recipiente, uma tampinha de garrafa perdida pode acumular água, e piscinas abandonadas são uma espécie de criadouros extraordinários - disse.

Castro deixa claro que a situação das mulheres grávidas deve de fato ser vista hoje como prioridade, pois a grande maioria de casos de infectadas pelo zika vírus são assintomáticos.

- Ela pode estar doente e não sabe. Só vai descobrir que teve o problema quando for detectada a microcefalia no bebê - informou.

Por isso mesmo as grávidas devem evitar ao máximo serem picadas pelo aedes aegypti, cobrindo o corpo com o uso de blusas de mangas longas, por exemplo, além de utilizarem repelentes, mosquiteiros ou telas protetoras nas residências.

- A correlação do zika vírus com a microcefalia é inédita em todo o mundo, e consideramos esse surto recente como uma verdadeira catástrofe - afirmou.

A microcefalia já foi detectada esse ano em mais de 2.400 bebês, sendo que entre os anos de 2000 e 2014 havia cerca de 150 casos a cada 12 meses. O estado mais afetado por enquanto é Pernambuco, seguido por Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas, perfazendo um total de 20 estados com casos da doença.
Fonte: JL/Agência Senado

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