sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Juiz decreta prisão dos pais de criança vítima de abuso sexual no PI

Menina de 4 anos sofreu violência sexual e outros tipos de agressão.
Justiça também decidiu por afastar mãe e padrasto da criança.

Do G1 PI
Casal foi encaminhado para a DPCA em Teresina Piauí (Foto: G1)

A mãe e o padrasto da criança vítima de estupro e espancamento em Teresina foram presos novamente nesta sexta-feira (11). Eles tinham sido detidos em flagrantes e depois liberados durante uma audiência de custódia. De acordo com o conselheiro tutelar Djan Moreira, a dupla está presa na Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA).

“Os pais estavam presos, mas foram soltos na audiência de custódia, mesmo o Conselho Tutelar tendo apresentado elementos graves contra os dois. Houve um equívoco que foi corrigido”, comentou.

O juiz Felipe Bacelar Aguiar Carvalho decretou a prisão preventiva do casal. Na quarta-feira (9), a juíza Maria Luíza de Moura Mello e Freitas, titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude, decidiu pelo afastamento dos pais da criança. A decisão da juíza foi firmada nesta quinta-feira (10), após reunião com o Conselho Tutelar e o Grupo de Apoio à Vida, que denunciou o caso às autoridades.
Djan Moreira, conselheiro tutelar, está
acompanhando o caso (Foto: Catarina Costa/G1)

Um laudo médico comprovou que a criança de quatro anos, resgatada pelo Conselho Tutelar em Teresina na madrugada de quarta-feira (9), sofreu violência sexual com a ruptura incompleta do hímen.

Além da violência sexual, a menina foi encontrada com várias marcas de espancamento pelo corpo e estava há pelo menos quatro dias sem se alimentar. Ela permanece internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Mãe queria matar a filhaNa quarta-feira (9) o coordenador do Grupo de Apoio à Vida (GAV), Miranda Neto, denunciou que mãe da criança de apenas quatro anos suspeita de ter sofrido abusos sexuais pelo padrasto confessou o crime e disse que a intenção do casal era matar a vítima para resolver a situação no casamento, pois a menina estava com três dias que não ingeria liquido e há quatro sem comer.

“A mãe disse que a intenção era matar a filha para eliminar um problema no seu casamento. A mulher informou que o padrasto da menina era inconformado por conta dela não ser sua filha e possuir problemas, ou seja, a criança é surda-muda. Nada justifica uma situação dessas”, afirmou.

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