sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Suspeito de matar policial militar no Piauí é indiciado por sete crimes

Polícia Civil enviou inquérito à Justiça e continuará com as investigações.
Delegado Higgo Martins tenta prender comparsa e os mandantes do crime.

Catarina CostaDo G1 PI
Delegado Higgo Martins falou sobre inquérito policial da morte de PM (Foto: Catarina Costa/G1 PI)

O suspeito preso por matar o policial militar Erisvan Mesquita da Silva, de 38 anos, foi indiciado por sete crimes no inquérito policial entregue esta semana à Justiça. Segundo o delegado Higgo Martins, da Delegacia de Homicídios, a polícia vai continuar com as investigações na tentativa de prender o outro participante do assassinato e os mandantes do crime.

"Na conclusão do inquérito, o suspeito foi indiciado por posse de entorpecentes, posse ilegal de arma de uso restrito da polícia, receptação qualificada, latrocínio [roubo seguido de morte] e tentativa de homicídio ao um jovem que ficou ferido na ação. O criminoso também vai responder pelo cárcere privado de uma mulher, que teve o apartamento invadido por ele durante a fuga e ficou sob a sua mira", revelou.
Cabo Erisvan Mesquita, baleado e morto em
Teresina (Foto: Reprodução/TV Clube)

Para o delegado Higgo Martins, não há dúvida da participação do suspeito no crime. Testemunhas e imagens dos estabelecimentos próximo ao local do crime comprovaram que ele foi quem atirou contra o policial e contou com apoio de um motociclista.

"Este segundo participante não foi identificado até porque o principal suspeito não contribuiu muito com as investigações. Ele chegou até a negar que seria o autor dos disparos e teria acusado o piloto da moto, mas as imagens mostram o contrário. A única informação confirmada pelo preso foi de que o policial teria sido morto durante tentativa de assalto", disse.

O delegado do caso afirmou ainda que o crime foi planejado e que a vítima estava sendo monitorada pelos criminosos há vários dias. As investigações mostram também que no dia do crime Erisvan estava trabalhando no transporte do dinheiro de dois postos de combustíveis, R$ 39 mil que seriam depositados em um banco na Avenida Barão de Gurgueia, Zona Sul de Teresina.

"Sem dúvida existem outras pessoas envolvidas, tanto o piloto como outros que planejaram o crime. Eles sabiam que o policial carregava este montante, tanto que a vítima fez outras movimentações de dinheiro e nada aconteceu. O próprio suspeito assumiu esta informação. Sobre a questão de desvio de função do PM, a Polícia Civil investigou apenas a morte do mesmo", afirmou Higgo Martins.
Comandante confirmou que PM prestou favor ao
carregar dinheiro (Foto: Catarina Costa/G1 PI)

Processo administrativo
Conforme o coronel Antônio Ribeiro, comandante do Batalhão de Policiamento de Guardas da Polícia Militar (BPGDa), Erisvan fazia o transporte de um malote de dinheiro até uma agência bancária a pedido de uma empresária.

"Não é orientação da polícia que os policiais carreguem malotes de dinheiro e a conduta do policial será apurada. A proprietária do posto de combustível esteve no local do crime e afirmou que o cabo Erisvan fez um favor a ela ao levar o malote de dinheiro até o banco. A vítima ainda realizava o seu serviço, por isto estava com o uniforme e a moto da PM, entregando documentos quando foi abordado pelos suspeitos", declarou.

Entenda o caso Erisvan Mesquita era lotado no Batalhão de Policiamento de Guardas da Polícia Militar (BPGDa) e estava prestes a encerrar o seu expediente no dia 23 de novembro, quando o crime aconteceu no cruzamento das avenidas Gil Martins com Barão de Gurgueia, Zona Sul de Teresina.

O militar foi abordado por dois homens quando parou no semáforo e atingido com três tiros na região do abdômen. Ele ainda chegou a ser socorrido e levado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Um dos bandidos foi preso e o outro continua foragido.

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