quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Defesa Civil inicia monitoramento de 50 áreas de risco em Teresina

Locais invadidos indevidamente são a maior preocupação das autoridades.
Início do período chuvoso aumenta o risco de desmoronamentos.

Do G1 PI
Construções em áreas de risco preocupam a Defesa Civil de Teresina (Foto: Gustavo Almeida/G1)

Com a chegada do período chuvoso aumenta a preocupação das autoridades com as casas e estabelecimentos construídos em áreas consideradas de risco. Diante da situação, a Defesa Civil de Teresina iniciou o monitoramento de pelo menos 50 áreas ameaçadas pelo risco de desabamento na capital.

Esse ano a preocupação é ainda maior com as construções irregulares, cujo risco é considerado mais acentuado. De acordo com o major João Amorim, coordenador de Defesa Civil da capital, as áreas de ocupação irregular oferecem maior risco porque as pessoas que ocupam esses locais não tem a preocupação de evitar o caminho das águas.

"Eles constroem em encostas de morros, onde tiram a vegetação e fazem as casas. E as próprias casas, é preciso ressaltar, são feitas de forma precária e mesmo a área não sendo de risco, mas devido aquela construção ser mal feita a casa simplesmente desmancha e fica caindo", explicou.

O major destacou que duas regiões de Teresina estão em situação mais complicada e despertam maior atenção dos profissionais da Defesa Civil. Os dois locais são uma invasão no residencial Pedro Bauzi, na Zona Sudeste, e outra ocupação em um morro no Vale do Gavião, Zona Leste da cidade.

"A área do morro tem uma vegetação que foi desmatada e depois construídas as casas, na verdade casebres de barro e pau-a-pique, tanto as casas que estão em cima quanto as que estão em baixo. Quando vem a chuva desmancham as casas de cima e cai todo o material e atinge as casas que estão em baixo", relatou o major.

Se houver necessidade de retirar as famílias do local, elas são assistidas pela Prefeitura de Teresina, desde que atendem aos critérios exigidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas).

A orientação inicial é que as famílias deixem as casas ao perceberem o risco de desmoronamento na hora das chuvas. O Corpo de Bombeiros também deve ser acionado nesse tipo de ocasião.

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