sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Estados Unidos querem desenvolver vacina contra o zika

Autoridades de saúde consideram o vírus uma ameaça crescente para o país

Os Estados Unidos buscam urgentemente o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus zika, encarado pelas autoridades de saúde como uma ameaça crescente para o país. As informações são da revista Time.

"Deixei claro que queremos implementar uma forte estratégia para acabar com o vírus. Digo ainda 'Colegas, quero todos os esforços contra o zika, isto é realmente importante'. Estamos mesmo pressionando os pesquisadores", disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.

Além do desenvolvimento da vacina, as principais prioridades para as autoridades de saúde americanas são melhorar o exame que identifica a infecção e aumentar as pesquisas sobre o funcionamento do vírus. Segundo Fauci, até o momento os pesquisadores não tinham focado no zika, uma vez que ainda não haviam sido identificados graves riscos relacionados à doença.

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) já está trabalhando no desenvolvimento de vacinas contra vírus semelhantes ao zika, como o chikungunya, a dengue e a febre do Nilo. Por isso, o especialista acredita que o desenvolvimento de uma terapia para a doença será rápida.

"Quando você está desenvolvendo diagnósticos, vacinas ou intervenções para [vírus] semelhantes, é possível traduzir as tecnologias já desenvolvidas para acelerar o alcance de uma imunização para um outro vírus, como o zika", disse Fauci.

Em relação ao financiamento das pesquisas sobre zika, as autoridades de saúde irão analisar doações já concedidas para cientistas que estudam vírus similares ao zika, e, em seguida, completar esses subsídios com uma verba específica para a doença. Embora saiba que é improvável que uma vacina seja desenvolvida, testada e aprovada a tempo de combater o surto atual, Fauci afirma que seu desenvolvimento continuará uma prioridade do governo.

"Coisas como esta tendem a não ir embora. Os casos podem aumentar ou diminuir, mas eles não irão sumir. Então é preciso começar a trabalhar em uma vacina agora que poderá ser importante daqui a seis meses ou um ano", afirmou o diretor.

Surto de zika - O zika vírus é transmitido pelo Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue e da febre chigungunya, e está se espalhando rapidamente pela América do Sul, Central e Caribe. Recentemente também foram confirmados cinco casos da infecção nos Estados Unidos.

Embora os sintomas - dores nas articulações, no corpo e na cabeça, febre, náuseas e diarreia - do zika sejam mais leves que das outras doenças transmitidas pelo vetor, recentemente foi descoberta a relação entre o vírus e a microcefalia em bebês. Acredita-se também que ele possa estar relacionado com o aumento dos casos de Guillain-Barré, síndrome que se manifesta principalmente em fraqueza muscular ou paralisias.


Fonte: JL/Veja

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