terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Hospital de Gilbués no PI fecha: 'Nem curativo estão fazendo'

Unidade de saúde deixou de funcionar no dia 31 de dezembro de 2015. Prefeito alega que acordo com a Sesapi não vem sendo cumprido

A
cidade de Gilbués, localizada a 800 km de Teresina, no extremo Sul do Piauí, está sem público de saúde, desde o último dia de 2015. A Unidade Hospitalar Areolino Mascarenhas Lustosa foi fechada e quase 11 mil habitantes da cidade e moradores de mais três municípios estão tendo que recorrer a outras localidades para ter acesso a procedimentos simples, como por exemplo, fazer um curativo. 
“A cidade está arrasada. Sem hospital não tem jeito. Minha mãe está precisando do hospital e nem curativo estão fazendo”, disse o comerciante Ossivan Roberto Soares.
O prefeito de Gilbués, Francisco Pereira de Sousa, denuncia que os repasses da Secretaria Estadual de Saúde estão atrasados há dois meses. Segundo ele, apenas equipes do Programa Saúde da Família (PSF) estão atendendo regularmente.
“Manter o hospital funcionando custa em torno de R$ 120 mil ao mês, inviável manter ele aberto. Não dá para realocar recursos de outras áreas”, afirmou o gestor.
Outras três cidades dependem do atendimento de saúde de Gilbués: Barreiras do Piauí, Monte Alegre do Piauí e São Gonçalo do Gurgueia. Com a desistência no serviço, os moradores estão buscando atendimento em Bom Jesus, distante 163 km, ou até mesmo Teresina.
“Tivemos um acordo firmado de que a Sesapi repassaria para Gilbués R$ 30 mil, mas há dois meses não estamos recebendo”, alegou o prefeito.
A cidade é uma das contempladas com o Programa Mais Médicos, com três profissionais em atuação. No hospital, atendem seis médicos e um plantonista.
G1 procurou a Secretaria Estadual de Saúde, mas até a publicação da reportagem nenhum posicionamento sobre o possível atraso nos repasses foi dado.


Fonte: JL/G1PI

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