sábado, 30 de janeiro de 2016

No Piauí,1.600 pacientes estão sem receber insulina


Farmácia de Medicamentos Excepcionais- entrega deverá ser normalizada dia 4 de fevereiro 

Desde o final do ano passado, pacientes que estão cadastrados na Farmácia de Medicamento Excepcionais para receberem insulina não estão tendo acesso a esse medicamento. No Piauí, 1.600 pessoas dependem desse remédio para manter a saúde estável.
Segundo o Jean Batista, diretor da unidade de assistência farmacêutica, o medicamento faltou para os cadastrados por conta dos trâmites burocráticos. "É um processo minucioso para atender as exigências do edital e a ata de registro de preço só foi publicada no dia 22 de dezembro. O sistema fazen-dário não estava emitindo nota de empenho, que são necessárias, por conta do recesso do final do ano", explicou.
Ainda segundo o diretor, três tipos de insulinas, a Humalog, Apidra e Lantus faltaram nas prateleiras e a previsão é para que chegarem à farmácia na próxima quinta-feira (4). "Esperamos o medicamento para quinta-feira e na sexta-feira já estará à disposição das pessoas cadastradas. Isso só não deve acontecer caso algo errado aconteça com o transporte, se isso acontecer, se recebermos só na sexta-feira, só depois do carnaval o medicamento estará disponível", disse.
O problema acumula pessoas em espera pelos remédios e a questão da falta de abastecimento, que devem ser distribuídos através do Sistema Únicos de Saúde (SUS) por lei, é recorrente na cidade. Não é a primeira vez que os remédios não chegam aos pacientes. Ano passado, Teresina ficou quase seis meses sem medicamentos excepcionais.
O hormônio produzido pelo pâncreas, chamado insulina, é o hormônio que permite a entrada da glicose nas células. Entretanto, pessoas com alguns tipos de diabetes podem precisar de injeções de insulina por diferentes motivos: não produzirem insulina suficiente, não conseguirem usá-la adequadamente ou ambos os casos.
A insulina fornecida pela farmácia funciona como botão que liga as células do corpo de um indivíduo, para que a glicose (ou seja, o açúcar no sangue) entre e gere energia para manter o funcionamento do corpo. Basicamente, o medicamento ajuda a glicose ter acesso normal às células humanas. Quando a glicose não consegue entrar nas células, acumula-se na corrente sanguínea. E se não tratada, a glicemia alta causa complicações a longo prazo.

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