quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Trecho urbano da BR-316, em Teresina, é o 9º mais perigosos do país

Em 2014, foram registrados 473 acidentes, sendo 66 graves e 7 mortes.
Trecho de apenas 10 quilômetros fica na zona urbana da capital do Piauí.


Do G1 PI

O trecho urbano da BR-316, em Teresina, que fica localizado entre a Casa de Custódia e a entrada do Bairro Porto Alegre, Zona Sul da capital, está entre os mais perigosos do Brasil. É o que afirma um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). São apenas dez quilômetros de extensão, mas suficiente para que o número de infrações se acumule e chegue a 473 acidentes com sete mortes, como em 2014.

O comerciante Valmir Alves mora há 20 anos às margens da rodovia, cerca de 200 metros do posto da Polícia Rodoviária Federal. Com a obra da duplicação da BR-316 - que está parada - ele disse que os problemas só aumentam. “Além da poeira com a obra incompleta, vem crescendo também o número de acidentes. Tudo passa por essa rodovia e assim com o fluxo de veículo constante aumentam as infrações”, relatou.

Somente em 2014, foram registrados 473 acidentes, sendo 66 deles graves que provocaram as mortes de 7 pessoas. Em poucos minutos de gravação, uma equipe do PI TV 2ª Edição conseguiu registrar motoristas cometendo infrações na rodovia. Além de passagens em local proibido, as imagens mostram também motoristas e motociclistas andando pelo acostamento.

Apesar dos flagrantes, dados da Polícia Rodoviárias Federal mostram que as infrações diminuíram. Em 2014 foram emitidas 2.162 multas por ultrapassagem pelo acostamento, já no ano passado foram 885 pela mesma infração.

Em 2014, por ultrapassagens em faixa contínua foram 323 autuações, já em 2015 foram registradas 298 infrações. “´Para diminuir a quantidade de infrações não basta apenas fiscalizar, a via tem que atender as demandas dos veículos. A gente observa que existe uma falsa percepção não é apenas a pavimentação asfáltica acima de tudo a estrutura que comporte o volume de veículos”, disse o inspetor Fabrício Loiola, do núcleo de comunicação da PRF.

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