sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Advogado agride jornalista e o governador do Piauí em mensagens de celular

Profissional registrou ofensas durante conversa em aplicativo de mensagens. OAB-PI não comentou o caso e alegou tratar-se de uma opinião pessoal
A jornalista Aline Medeiros, 30 anos, que trabalha na assessoria do governo do Piauí, afirma ter sido insultada por um advogado membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI. As ofensas foram feitas através de um aplicativo de mensagens instantâneas e a conversa publicada pela jornalista em seu perfil na rede social.


A postagem com as afirmações agressivas gerou dezenas de comentários e causou indignação entre os internautas. Além de insultar a jornalista, o advogado Yure Heider faz ataques ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao governador Wellington Dias. Na conversa, ele chama os que defendem o governo de 'babões, vagabundos, bandidos e safados'.

Em entrevista ao G1, a jornalista disse que vinha sendo vítima das ofensas há mais de dois meses, mas afirmou que não discutia e até apagava as mensagens do celular. Nesta sexta-feira (19), ela decidiu tomar uma atitude e publicou as ofensas que recebeu logo durante as primeiras horas da manhã.

"Há alguns meses ele vem me insultando porque sabe que sou assessora do governo, mas eu não discutia e sempre apagava as mensagens. Ele já chegou a me chamar de babona e de várias outras coisas. Hoje eu não aguentei, me senti muito mal e coagida com essa situação", falou a jornalista.

Ela afirmou não conhecer o advogado pessoalmente e que tem o contato dele salvo no celular por conta da profissão. Segundo a jornalista, em todas as conversas o rapaz adota um discurso de ódio contra o PT. Na conversa publicada ele chama o governador do Piauí de 'pé inchado, índio véi e pé rachado'.

Aline Medeiros informouque está analisando junto com a assessoria jurídica do governo quais medidas irá tomar em relação ao caso, mas adiantou que uma representação deve ser feita na OAB. Ela disse ainda que um Boletim de Ocorrência deverá ser registrado na Delegacia Geral ou na Delegacia de Crimes Virtuais.

Ao G1, o governador Wellington Dias comentou o caso e disse que quem governa deve estar preparado para todos os desafios. O petista lamentou a situação e garantiu que considera estar fazendo o que acha correto.

"Não posso temer aquilo que acho correto e adequado para o estado. Não creio que esteja tomando decisões contra qualquer pessoa de modo individual, por maldade ou má fé. Peço que Deus possa abençoar essa pessoa e que ele possa refletir melhor, e de pronto, já a perdoo", disse.

Procurado pelo G1, o advogado Yuri Heider atendeu ao telefone, mas desligou após a identificação da reportagem. Outras tentativas foram feitas, mas sem sucesso.

Já a OAB-PI disse que não vai se pronunciar sobre o caso porque nas conversas o advogado não falava como representante da entidade e que aquela é uma posição pessoal dele. A associação disse também que as comissões ainda não estão definidas em 2016 e por isso não confirmou se o advogado ainda integra ou não a Comissão de Direitos Humanos.


Fonte: JL/G1PI

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