segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Enfermeiros fazem panelaço e cobram reivindicações no Palácio de Karnak

Categoria denuncia más condições de trabalho em várias cidades do Piauí. Sindicato diz que governo não chamou os profissionais para negociar

Dezenas de enfermeiros fizeram um protesto na manhã desta segunda-feira (15) ao lado do Palácio do Karnak. A categoria está em greve há 12 dias no Piauí e cobra o atendimento das reivindicações por parte do governo do estado. O protesto reuniu profissionais de várias cidades do interior do Piauí.

De acordo com Eduardo Maia, representante do sindicato da categoria, o governo não tem sentado para negociar com os enfermeiros e por isso o movimento grevista deve continuar. Ele disse que ao longo dos 12 dias de paralisação não houve nenhum avanço nas negociações. Os profissionais cobram, além de reajuste salarial, a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e do adicional de insalubridade.

"Nosso objetivo aqui é sermos recebidos pelo governo para avançarmos nas negociações e termos as reivindicações atendidas. O governo insiste em não sentar para conversar e 70% da categoria está parada em cidades como Teresina, Picos, Floriano, Bom Jesus e Parnaíba", falou.

O sindicalista demonstrou preocupação com o momento enfrentado pelo sistema de saúde com a proliferação de viroses e epidemias. Segundo ele, o governo não chamar a categoria para negociar no período em que mais se precisa dos enfermeiros atuando é um ato de irresponsabilidade.

"Nós estamos vivendo um caos com essas epidemias e o governo está deixando a população à mercê. É uma falta de responsabilidade, pois estamos num momento de crise e não chamam a categoria para negociar. Isso é uma irresponsabilidade", afirmou Eduardo.
Categoria levou panelas para protestar contra o governo (Foto: Gustavo Almeida/G1)

A greve dos enfermeiros foi declarada abusiva pela Justiça na semana passada, mesmo assim a categoria sustenta que não irá acabar com o movimento. O sindicato diz que ainda não foi notificado da decisão que declarou o movimento grevista como ilegal.

"Se a greve foi declarada abusiva, isso não quer dizer que ela tem que acabar. Ele [juiz] pode aplicar multa e se passar alguns dias e não for cumprido, pode tomar uma nova medida. Mas nós vamos recorrer e a greve continua. Não vamos parar enquanto não houver negociação", afirmou Francisco Alex, diretor jurídico do sindicato.



Fonte: JL/G1PI

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