segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Impeachment volta com força no Congresso


Roberto freire: ninguém acredita mais nas promessas de Dilma

O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, esteve no Piauí para filiações e analisou o cenário político e econômico no país. Roberto Freire é um defensor do impeachment e considera que o impedimento da presidente Dilma pode mudar para melhor a situação do país do ponto de vista econômico e político. Ele disse que o recesso arrefeceu a discussão, mas volta nesta semana com força total no Congresso Nacional. E também será retomada a análise sobre o mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Roberto Freire acha que o procurador da República cometeu um equivoco ao pedir o afastamento de Educado Cunha. Ele disse que as investigações da Polícia Federal envolvem políticos e autoridades que ainda não foram denunciados, porque têm foro privilegiado. Sobre o PPS, o presidente afirmou que o partido vem crescendo em todo o país por conta do posicionamento como oposição ao Governo. "Vamos fazer uma campanha de filiações para reforçar o partido e atingir as metas que foram traçadas em todos os estados. Estamos experimentado um crescimento bastante expressivo. Acho que tem a ver com a atuação firme do PPS na oposição", assinalou.

Diário do Povo - Quais as projeções do PPS no país

Roberto Freire - Existem metas, que estamos analisando e temos até março para isso. As perspectivas são boas. Estamos superando as nossas expectativas. O PPS tem experimentado um crescimento muito expressivo. Acho que tem muito a ver com a ação firme do PPS na oposição ao desgoverno Dilma que aí está.

DP - Essa postura vai ser mantida e o PPS vai conduzir o processo do impeachment no Congresso Nacional?


RF - O PPS vai continuar. O recesso arrefeceu a discussão política, mas a discussão vai voltar com peso, porque a crise econômica se aprofundou, o desemprego vai ser ainda mais forte, e a inflação vai crescer. E a incapacidade do governo é proverbial. Ainda tem a grave problema da decadência moral brasileira. A Lava Jato mostra todo dia e está muito próximo de implicar o ex-presidente Lula. A Dilma está enredada com crimes eleitorais no TSE e crimes de responsabilidade que provocam o impeachment. E teremos isso na retomada dos trabalhos do Congresso com toda a força.


O impeachment teve uma diminuição da sua carga, da sua efetividade, mas vai voltar com todo o peso. De imediato, com o fim do recesso, vamos ter um grande embate no Supremo Tribunal Federal. O embarco do Poder Legislativo, que vai tentar recuperar o que a intromissão completamente absurda e indevida nos seus trabalhos, por parte do Judiciário. Isso significa que vamos rediscutir todo o rito do impeachment volta a ser pauta do dia na sociedade brasileira.

DP - E quando envolve o presidente da Câmara e do Senado na discussão sobre a corrupção não compromete o trabalho nas duas Casas?


RF - Eu acho que não. O trabalho das duas Casas continuou votando a legislação e discutindo o impeachment. O impeachment não é problema do presidente da Câmara e nem do presidente do Senado. O papel do presidente da Câmara já acabou, que era receber ou não o pedido de impeachment. Agora quem vai decidir é a maioria dos parlamentares.

DP - Não questiono o caso do impeachment, mas as denuncias de corrupção que envolvem os dois?

RF - Sim. Mas isso, na Câmara, se cuida no Conselho de Ética de um processo para a cassação do mandato do presidente Eduardo Cunha. E está sendo investigado e denunciado, já foi, no Supremo Tribunal Federal. Estamos aguardando outras investigações, porque têm vários político e parlamentares com fórum privilegiado e que ainda não foram denunciados pelo Procurador Geral da República no Supremo. É algo surpreendente, porque o juiz Sérgio Moro tem tido um desempenho exemplar. A sociedade apóia entusiasticamente a sua ação. No caso do Supremo, aguardamos que os que foram denunciados como participantes do Petrolão e de outros escândalos, sejam processados.

No caso dos dois presidentes, seria melhor que os presidentes da Câmara e do Senado não estivessem envolvidos. Mas isso, infelizmente, é o que está acontecendo. Mas não pode parar aquilo que é fundamental: O Congresso cumprir com suas obrigações, Inclusive, se for necessário , como tudo indica, cassando o mandato do presidente da Câmara.

DP - Já são quantos partidos pedindo a cassação do presidente da Câmara?

RF - Hoje não tem mais partido. A discussão está no Conselho de Ética que foi iniciado pela Rede e Psol, mas agora, tem um relator e ele já está pedindo a cassação.

DP - Um pedido semelhante pode ser feito contra o mandato do presidente do Senado?

RF - Não é o mesmo. Tem um proceso. Acho que passou um pouco a idéia em cima do Renan. Por exemplo, o Procurador Geral da Republica cometeu um equivoco e pediu o afastamento do presidente Eduardo Cunha. Do ponto de vista moral, é justificável que todo mundo queira que ele se afaste. Mas é a mesma coisa que se aplicar as denuncias que tem contra ministros de Estado e a presidente Dilma. E aí vão pedir que ela se afaste?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...