segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mosquitos do gênero Aedes também prejudicam a saúde de cães e gatos

A indústria farmacêutica e os serviços veterinários vêm desenvolvendo e aprimorando repelentes e preventivos específicos para essas doenças. Mesmo assim, fique atento: elimine qualquer água parada, possível criadouro de mosquitos

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osquitos já nos incomodam muito por causa das epidemias em humanos, de dengue, zika e chikungunya. Sinto informar que há mais um motivo para se preocupar com eles. Em cães e gatos, os mosquitos podem causar uma simples coceira no local da picada, quadros alérgicos e até doenças graves como a dirofilariose e a leishmaniose.
A leishmaniose é transmitida a humanos e animais pela picada do mosquito flebótomo fêmea infectado. Ele é conhecido como “mosquito-palha”. A doença não tem cura e motiva muita discussão sobre as leis que envolvem o sacrifício dos animais portadores, mesmo que aparentemente sãos, a fim de proteger outros animais na área.
Por isso, a prevenção é muito importante. O cão infectado corre riscos e acarreta riscos para a saúde da família, da população local e de outros animais. O tutor terá de enfrentar um grande dilema, que pode variar de acordo com a cidade ou estado em que vive.
A dirofilariose é transmitida dela picada de mosquitos fêmeas dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. Assim como a leishmaniose, a dirofilariose é uma zoonose que acomete preferencialmente os cães, mas também outros mamíferos como o homem e os gatos. Também conhecida como doença do verme do coração, é muito comum em cidades litorâneas, mas há relatos também no interior. Trata-se de uma doença grave, cujo tratamento tem resultado incerto. Os vermes no coração do animal podem levá-lo à morte súbita. Devido à ampla divulgação de informações a respeito, à conscientização dos donos de cães e ao advento de produtos seguros e eficazes, hoje o número de cães acometidos pela doença caiu consideravelmente, se comparado a décadas atrás.
A indústria farmacêutica e os serviços veterinários vêm desenvolvendo e aprimorando repelentes e preventivos específicos para essas doenças. Mesmo assim, fique atento: elimine qualquer água parada, possível criadouro de mosquitos.




Fonte: JL/Época

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