quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Taxistas param trânsito de Teresina por cortejo de colega assassinado

Centenas de taxistas participaram de cortejo do corpo de José Wilson Teixeira.
Taxista foi assassinado a tiros durante um roubo nessa quarta-feira (3).

Ellyo Teixeira e Pedro SantiagoDo G1 PI

Cortejo acompanhados por centenas de taxistas em Teresina (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Centenas de taxistas pararam suas atividades e participaram do cortejo do corpo de José Wilson Teixeira, 57 anos, nesta quinta-feira (4). Os profissionais deixaram de atender passageiros, fecharam ruas e avenidas acompanhando o caixão do colega assassinado, que saiu da Avenida Miguel Rosa, no Centro da capital, até o Cemitério Jardim da Ressureição, na Zona Leste.


José foi morto a tiros nessa quarta-feira (3) no cruzamento das ruas Magalhães Filho com Álvaro Mendes, no Centro da capital. Ele mexia no bagageiro de seu carro quando um adolescente de 17 anos anunciou um assalto. A vítima tentou correr, mas foi alvejada por tiros e morreu no local.
José Sirino de Sousa, taxista há 33 anos (Foto:
Ellyo Teixeira/G1)

“Em 30 dias foram 26 assaltos contra a categoria, apenas no ano passado foram cinco mortes de taxistas. Nós tivemos reuniões com o comandante da PM e com o delegado geral, mas a segurança não melhorou”, afirmou Pedro Ferreira, presidente de cooperativa de táxis da capital.

Ferreira afirmou ainda que após o carnaval vai solicitar que todas as cooperativas adquiram um equipamento eletrônico com rastreamento para melhorar a segurança dos profissionais. “Nós vamos fazer com que todas as cooperativas comprem um botão do pânico que vai ter ligação com a Central da Polícia Militar. Assim, sempre que um taxista se sentir ameaçado, ele pode acionar o botão e receber auxílio”, afirmou o Pedro Ferreiro.

José Sirino de Sousa, taxista há 33 anos e amigo da vítima, se disse revoltado com o crime. Para ele, a sensação de insegurança está cada vez pior no Piauí. "Terrivel a violência que nosso estado está vivendo. Mataram um homem trabalhar e não existe Justiça para o menor que faz tudo isso, mata, rouba e está solto em poucos dias", declarou.

"É muito difícil o momento que a gente está passando, de perder um amigo dessa forma. Nós taxistas estamos vuneráveis à criminlalidade. Podemos ver que a maioria dos crimes contra categoria é cometida por menores. Crimes que ficam impunes", afirmou José Crispim, também amigo da vítima e taxista.

Emocionados, os familiares não quiseram falar com a imprensa. Ao final da orações que antecedem o sepultamento, José Wilson ganhou palmas dos presentes.

Investigação
Um adolescente de 17 anos foi apreendido em flagrante próximo ao local do crime quando tentava fugir. Com o suspeito, os policiais encontraram um revólver calibre 32 com três munições deflagradas. O jovem foi levado à Central de Flagrantes para os procedimentos necessários.

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