sexta-feira, 22 de abril de 2016

EUA Maior jornal do mundo denuncia golpe do “impopular e traidor“ Michel Temer

Reportagem publicada nesta sexta (22), no New York Times, destaca a falta de apoio popular do vice-presidente Michel Temer (PMDB); a matéria cita pesquisa Datafolha na qual apenas 2% dos brasileiros votaram nele para presidente e lembra que o peemedebista está ligado a um “escândalo colossal”, numa referência ao petrolão

Reportagem publicada nesta sexta-feira (22), no New York Times, destaca a falta de apoio popular do vice-presidente Michel Temer (PMDB). A matéria cita pesquisa Datafolha na qual apenas 2% dos brasileiros votaram nele para presidente e lembra que o peemedebista está ligado a um “escândalo colossal”, numa referência ao petrolão. O jornal norte-americano noticia que Temer é citado na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido).

A reportagem afirma que Temer pode assumir o comando do “maior país da América Latina” no momento de sua “pior crise econômica em décadas, uma epidemia de Zika, a crise política fervendo e os Jogos Olímpicos, tudo ao mesmo tempo”.

Segundo a matéria, Temer é comparado por rivais a um “mordomo de filme de terror”, por causa de sua postura formal e por comportamento enigmático.

O NY Times destaca que a presidente Dilma Rousseff denominou seu vice como “um traidor” e lembra que eles nunca foram amigos.

“Lutando para montar um gabinete caso assuma, Temer está enfrentando uma série de desafios, incluindo os depoimentos implicando ele e seus principais aliados em um escândalo de corrupção na Petrobras; o crescimento do desemprego durante a crise econômica; e as crescentes críticas de que a campanha para afastar Dilma Rousseff - que está sendo conduzida por legisladores sob a nuvem de seus próprios escândalos de corrupção - é ilegítimo”, afirma o jornal.

Entrevistado pelo jornal, Temer disse que "impeachment é permitido na Constituição do Brasil". Ele também negou que irá frear as investigações de corrupção no escândalo da Petrobras.

Temer defende seus principais aliados, inclusive o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. "Essa é uma questão para o Supremo Tribunal Federal decidir", disse.

Na entrevista, o vice-presidente disse que é inocente de qualquer delito.
Fonte: JL/247

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