terça-feira, 3 de maio de 2016

Procurador: Eduardo Cunha chefiou ‘célula do crime’ em Furnas

Presidente da Câmara é descrito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o Supremo Tribunal Federal como um dos líderes de um esquema de corrupção montado na estatal Furnas Centrais Elétricas

O
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), é um dos líderes de uma "organização criminosa" montada na estatal Furnas Centrais Elétricas.
Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para investigar Eduardo Cunha no sexto inquérito de suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. "Pode-se afirmar que a investigação cuja instauração ora se requer tem como objetivo preponderante obter provas relacionadas a uma das células que integra uma grande organização criminosa – especificamente no que toca a possíveis ilícitos praticados no âmbito da empresa Furnas. Essa célula tem como um dos seus líderes o presidente da Câmara dos Deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro", diz Janot no pedido.
"Sabemos que essa organização criminosa é complexa e que, tudo indica, operou durante muitos anos e por meio de variados esquemas estabelecidos dentro da Petrobras e da própria Câmara dos Deputados, entre outros órgãos públicos. Embora estes "esquemas" tenham alguma variação entre si, é certo que eles coexistem e funcionam dentro de um conserto maior", completou o PGR.
Em sua delação premiada, o senador Delcídio do Amaral (sem partido) apontou a participação do presidente da Câmara como beneficiário de esquema de propinas em Furnas. Segundo Delcídio, a presidente Dilma Rousseff precisou intervir na estatal, em 2011, cessando as práticas criminosas, o que teria motivado a vingança de Cunha.



Fonte: JL/247

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