quinta-feira, 30 de junho de 2016

"Consórcio de laranjas" comprou avião que caiu com Eduardo Campos

Relatório da Polícia Federal aponta que a aeronave Cessna Citation 560 XL, que caiu em agosto de 2014 matando o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas a bordo, foi adquirida por uma espécie de consórcio envolvendo pelo menos três empresas que lavavam dinheiro de obras públicas para campanhas eleitorais 
 
Um relatório da área de inteligência financeira da Polícia Federal aponta que a aeronave Cessna Citation 560 XL, que caiu em agosto de 2014 matando o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas a bordo, foi adquirida por uma espécie de consórcio envolvendo pelo menos três empresas que lavavam dinheiro de obras públicas para campanhas eleitorais. Segundo a PF, o esquema investigado pela Operação Turbulência teria movimentado cerca de R$ 600 milhões e teria o envolvimento de pelo menos 30 pessoas físicas e 40 jurídicas.
Segundo a investigação, somente uma das empresas, a Geovane Pescados, com um capital social de apenas R$ 80 mil, teria movimentado mais de R$ 20,9 milhões entre 1 de janeiro de 2014 e 27 de agosto do mesmo ano. O espaço de tempo coincide com o período eleitoral. Uma outra empresa, a Câmara e Vasconcelos Locação e Terraplanagem, cujo proprietário Paulo César de Barros Morato foi encontrado morto em um motel de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, teria recebido R$ 18,8 milhões - também entre 1 de janeiro e 27 de agosto de 2014 – da Construtora OAS. Os recursos , segundo a investigação, seriam originários de dinheiro desviado das obras de Transposição do Rio São Francisco.
Morato é considerado o testa de ferro no esquema utilizado para lavar dinheiro para campanhas do ex-governador Eduardo Campos. Na semana passada, ele foi considerado foragido da Operação Turbulência, deflagrada pela Polícia Federal. Pouco depois ele foi encontrado morto em um motel. As investigações ficaram sob a responsabilidade da Polícia Civil de Pernambuco e a oposição pediu a federalização das investigações sobre a morte do empresário.
Fonte: JL/247

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