quinta-feira, 14 de julho de 2016

Operação contra fraude e corrupção prende prefeito e empresários no PI

Operação iniciou após suspeitas de fraude, superfaturamento e corrupção.
Prefeito de Redenção do Gurguéia, cidade ao Sul do PI, é um dos presos.

Ellyo TeixeiraDo G1 PI, em Redenção do Gurguéia
Polícias desencadeiam operação que prende gestores e empresários por corrupção (Foto: Divulgação/PRF)

O prefeito de Redenção do Gurguéia, Delano Parente e o seu pai, Audemis de Sousa, secretário de infraestrutura, foram presos na manhã desta quinta-feira (14) durante uma operação que desarticulou uma quadrilha suspeita de fraudes em licitações públicas e corrupção.

Agentes do Ministério Público do Piauí, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e das Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal estão nos municípios de Redenção de Gurguéia, Teresina e Bom Jesus cumprindo os mandados. Entre os suspeitos estão empresários, gestores e ex-gestores, além de advogados envolvidos.O prefeito foi preso na casa dele na capital.

Os advogados do prefeito Delano Parente e de seu pai ainda não se manifestaram sobre as prisões.

A operação denominada "Déspota" foi desencadeada após a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), junto ao Ministério Público Estadual (MPE) descobrirem fortes indícios de corrupção, superfaturamento, emissão de notas fiscais frias, utilização de empresa de fachada e lavagem de dinheiro.
Na casa do prefeito, em Teresina, foi encontrada
uma arma de fogo (Foto: Divulgação/PRF)

Além disso, há suspeitas de falsificação de documentos e desvio de recursos. Foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, oito mandados de prisão temporária, três de condução coercitiva e onze de busca e apreensão.

Uma equipe do MPE e da CGU também fazem buscas no gabinete do prefeito e na Secretaria de Finanças, onde ficam arquivados os balancetes que comprovam os pagamentos para essas empresas fictícias.

De acordo com o promotor Rômulo Cordão, coordenador da Operação Déspota, a ação poderá desencadear outras investigações, já que as empresas citadas também realizaram ações fraudulentas em outros municípios.

"Detectamos uma série de questões ligadas a procedimentos licitatórios, notas frias e empresas fantasmas, empresas sem capacidade operacional que embolsaram milhões às custas dos cofres públicos do município por conta de obras não realizadas. Esta operação está sendo muito importante para poder coibir a corrupção", disse.

Conforme Rômulo, o funcionamento da organização era dividida em núcleos: político, no qual o prefeito , engenheiros e chefes de licitações, fariam parte; o empresarial, em que estariam envolvidos empresários e laranjas, ligadas a empresas fictícias, além do núcleo de colaboradores.

Ao todo, são onze promotores de justiça e mais de 100 policiais participando da operação. De acordo com o Ministério Público, as investigações já vinham sendo feitas há um ano. Foram realizadas interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e fiscais dos suspeitos, além de troca de e-mails.

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