quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sindicatos protestam contra governo Temer no PI e 15 estados

Ao menos 16 estados têm manifestações nesta quinta-feira (22). CUT fez convocação por Dia Nacional de Paralisação e Mobilização
Manifestantes realizaram atos contra o presidente Michel Temer (PMDB) em ao menos 16 estados ao longo desta quinta-feira (22). As manifestações fazerm parte do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização das Categorias, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), contra perda de direitos trabalhistas e a reforma da previdência. Os atos contam com apoio dos movimentos Frente Brasil Popular e Povo sem Medo, além de outras centrais sindicais.
As manifestações ocorreram em Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo.
O maior ato contra Temer era registrado até as 13h em Sorocaba (SP) - a organização diz que 7 mil pessoas participaram do ato e a Polícia Militar não tinha informações sobre o número de pessoas. As demais manifestações eram bem menores até o horário - com algumas centenas de pessoas participando.
Veja a situação em cada local:
Alagoas
Grupos contrários ao governo de Temer realizaram ato pela manhã em Maceió. Segundo representantes do movimento, 3 mil participam do ato. A Polícia Militar não acompanha a manifestação. Os 
manifestantes percorreram as ruas do Centro e o trânsito ficou congestionado.
AmapáGrupo de trabalhadores fez um protesto na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá, pela manhã. Participaram do ato diversas instituições sindicais e elas pediram, entre várias reivindicações, afastamento do governo Temer. De acordo com os organizadores, cerca de 2 mil pessoas estão presentes no ato. A Polícia Militar não fez estimativa de manifestantes.
Bahia
As universidades estaduais do estado da Bahia nas cidades de Salvador (Uneb), Feira de Santana (Uefs) e Ilhéus (Uesc), estão sem aulas e com portões fechados nesta quinta. O ato  faz parte de um protesto do 'Dia Nacional de Luta' e critica o governo Temer. 
Professores e estudantes se reuniram em frente à sede de cada instituição para fazer uma panfletagem e não houve problema no trânsito. A polícia não acompanhou o ato.
Ceará
Trabalhadores em Fortaleza rfizeram ato contra medidas anunciadas pelo governo de Michel Temer para as leis trabalhista e previdenciária. Segundo a organização, 5 mil pessoas participaram do. A Polícia Militar informou que não fará levantamento da quantidade de participantes.
Com a mobilização, a Avenida Duque de Caxias, próximo à Rua Barão do Rio Branco, teve o trânsito bloqueado no sentido Centro Aldeota.
Espírito SantoCentrais sindicais e movimentos populares protestaram em frente à Assembleia Legislativa, em Vitória pela manhã. Os manifestantes são contra as reformas na previdência e as mudanças nas leis trabalhistas propostas pelo governo Temer. A organização estima a participação de 3 mil pessoas. A Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) disse 350 manifestantes.
Goiás
Diversas entidades sindicais se reuniram pela manhã em Goiânia. Elas criticaram projetos que preveem mudanças trabalhistas, a terceirização de serviços e também pediram a saída do presidente Temer. O 
ato teve início por volta das 8h na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). De acordo com os organizadores, cerca de 2 mil pessoas estiveram presentes. Já a Polícia Militar estima que foram cerca de 700.
Minas Gerais
Trabalhadores de várias categorias participam de atos contra medidas do governo Temer em Belo Horizonte. 
Por volta das 11h, a Praça Sete, no hipercentro da capital mineira, foi fechada. Manifestantes se reuniram no entorno do monumento Pirulito, nos cruzamentos das avenidas Afonso Pena e Amazonas. Segunod a organização, cerca de mil pessoas participavam do ato. A Polícia Militar não informou o número de manifestantes.
Pará
Grupo de manifestantes realizou uma passeata pela manhã nas ruas de Belém. 
Eles protestaram contra o governo Temer e a retirada de direitos dos trabalhadores. A organização do ato estima que 2 mil pessoas participaram da passeata. A Polícia Militar informou que não vai divulgar o número de participantes.
Paraíba
Manifestantes fizeram atos em vários pontos de João Pessoa. 
Todos os trens que circulam na Região Metropolitana de João Pessoa e parte dos ônibus que atendem a população da capital ficaram sem circular pela manhã. A CUT informou que não tem estimativa de quantas pessoas participaram dos protestos desta manhã. As aulas em parte da rede pública e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) também estão suspensas nesta quinta-feira.
PernambucoProtesto interditou um trecho da Avenida Sul pela manhã no Recife. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), as retenções no trânsito começaram a ser registradas por volta das 8h30 e o tráfego foi liberado pouco antes das 10h. A ação fez parte dos atos contra o Governo Temer. Segundo os organizadores, a manifestação reuniu 300 pessoas. A Polícia Militar informou que não faria estimativa de participantes.
PiauíDiversas entidades realizaram manifestação pelas ruas do Centro de Teresina pela manhã. A organização estima que 500 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não acompanhou o protesto. O ato, que faz parte do Dia Nacional de Paralisação, começou por volta das 8h e terminou às 11h. Manifestantes são contra a reforma trabalhista e previdenciária proposta pelo governo federal.
Rio Grande do Sul
Sindicalistas realizam protestos contra reformas trabalhistas e na previdência porpostas no governo Michel Temer em Porto Alegre. 
Os ônibus foram impedidos de sair das garagens pela manhã. Após a liberação das garagens, trabalhadores e sindicalistas realizaram caminhadas em pontos de Porto Alegre. Na Zona Leste, uma manifestação bloqueou o corredor da Avenida Bento Gonçalves no sentido bairro-Centro durante ato. Não há estimativa de pessoas participantes do ato.
RondôniaVários sindicatos de servidores públicos realizaram manifestação pela manhã no Centro de Porto Velho. De acordo com o Movimento Frente Brasil Popular (FBP) que organiza o evento, os trabalhadores se uniram em protesto pela reforma trabalhista e contra o presidente Michel Temer. As centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB) e Eletrobras Rondônia estiveram presentes. Segundo a organização, 100 pessoas participaram do ato.
RoraimaManifestantes se reuniram pela manhã em frente ao Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista, em apoio ao Dia Nacional de Paralisação e Mobilização. O ato foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), juntamente com 20 sindicatos locais. Conforme o grupo,150 pessoas participaram do ato. A PM não acompanhou o protesto.
Santa Catarina
Trabalhadores do transporte público paralisaram as atividades pela madrugada na Grande Florianópolis. 
Os ônibus não saíram das garagens entre 4h30 e 6h, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb). Motoristas e cobradores se unem ao movimento nacional contra reformas trabalhistas. Em nota, o Sintraturb afirmou que a mobilização é "contra a retirada de direitos feita pelo governo de Michel Temer". Não há estimativa de pessoas participantes do ato.
São Paulo
Em Sorocaba, centrais sindicais fizeram manifestação contra o governo Temer. 
A mobilização foi liderada pelo sindicato dos metalúrgicos. Segundo os organizadores, 7 mil pessoas participaram do ato que contou com a presença de 16 sindicatos, a maioria do setor de indústrias. O número de participantes não foi divulgado pela Polícia Militar, que não acompanhou a manifestação.
Na cidade de Bauru, grupo de manifestantes de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) fez ato na frente da Câmara dos Vereadores. A Polícia Militar não acompanhou a manifestação, que reuniu aproximadamente 20 pessoas, de acordo com os manifestantes.
Já em Taubaté, manifestantes se reuniram pela manhã na região central. De acordo com a organização, cerca de 250 pessoas participaram da manifestação. A Polícia Militar acompanha o protesto, mas não fez um balanço de quantas pessoas aderiram ao movimento. A manifestação se concentrou na praça Dom Epaminondas, onde líderes de movimentos sociais e sindicais fizeram discursos contra o governo e em defesa do emprego.
Fonte: JL/Globo

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