terça-feira, 18 de outubro de 2016

Alto número de queimadas no Piauí leva governo a decretar emergência

Decreto será publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (19). Em três cidades, 15 famílias perderam suas casas após incêndios


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Governo do Piauí elaborou decreto de emergência com vigência de 180 dias para atender as famílias vítimas dos incêndios e queimadas. O documento, que deve ser publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (19), diz respeito, inicialmente, a oito cidades, incluindo Teresina. De acordo com a Defesa Civil, levantamento inicial aponta que 15 famílias perderam suas casas e mais de 100 hectares de vegetação foram consumidos pelas chamas.

Dados do monitoramento por satélite do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) colocam o Piauí em terceira posição entre os estados com mais registros de focos de incêndio. Somente neste mês foram registradas 1.938 queimadas. O estado só perde para o Maranhão (4.390 focos), que decretou estado de emergência na sexta-feira (14) e para o Pará (2.939 focos).

O decreto inclui União, Curralinhos, Picos, Santana do Piauí, Palmeirais, Nazária, José de Freitas e a capital, sendo necessário para a adoção de uma série de medidas, a começar pela reconstrução das casas consumidas pelo fogo. Com o decreto, o governo poderá agilizar a liberação de recursos.

De acordo com a Defesa Civil, é possível que mais municípios sejam incluídos se comprovados prejuízos de mesma natureza.

A Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH) está responsável pelo projeto das unidades, que serão reconstruídas com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), no âmbito da Secretaria de Assistência Social (Sasc). As famílias também deverão receber auxílio financeiro e carros-pipa serão enviados às localidades onde o abastecimento foi inviabilizado por conta dos incêndios.
Na semana passada, o governo anunciou a liberação de R$ 3 milhões para compra do horário de folga dos bombeiros para reforçar as equipes de plantão. Além disso, foi solicitado reforço do Exército Brasileiro, da Defesa Civil, das brigadas voluntárias, além da Polícia Militar.
Gereneciamento de crise
Devido o alto 
índice de queimadas, a secretaria de Segurança Pública do Piauí criou uma espécie de quartel no Parque de Exposição de Teresina, na BR-343, para traçar planos para combater os focos de incêndios e receber denúncias.
De acordo com o secretário de segurança, Fábio Abreu, o rastreamento aos focos está sendo feitos pelo ar e terra. “Onde existe a dificuldade de acesso nós enviamos o helicóptero e avião para combater diretamente esses focos e por terra, através de carro-pipa, Corpo de Bombeiros e equipes de brigadistas”, disse.

Ainda de acordo com Abreu, ao todo são três aeronaves que estão diretamente voltadas aos incêndios em vegetações.

Sobre os incêndios criminosos, o secretário explicou a forma como está sendo tratado o caso. “Recomendamos para que as pessoas não façam nenhum tipo de queimada, soltem fogos de artifício ou joguem cigarro em locais inapropriados. Caso a gente perceba que é criminoso ou que existam imagens, podem fazer a denúncia para o 190 que a polícia vai averiguar.  Confirmado ( o crime), a pessoa pode pegar de dois a quatro anos de prisão”, alertou.
Incêndios deixaram 110 mil sem energia
Em virtude das constantes queimadas no Piauí, outra ameaça surge: o risco de curtos-circuitos e interrupção no fornecimento de energia elétrica. De acordo com Eletrobras, este ano já foram
 mais de 112 mil consumidores afetados com a falta de energia por conta dos incêndios. A média de tempo sem energia já é maior do que o ano passado. Em 2015, esse tempo foi de 45 minutos e atingiu 75 mil consumidores. Até setembro deste ano, a média já era de 72 minutos às escuras.
Orientação para a população
Por conta da onda de incêndios, a PRF e o Corpo de Bombeiros fazem alerta de como proceder em casos de queimadas e evitar algumas condutas. De acordo com o major José Veloso, dos bombeiros, a recomendação principal é para que a população evite atear fogo em qualquer local. As altas temperaturas registradas no últimos meses, além da umidade relativa do ar abaixo de 20%, contribuem para a rápida propagação do fogo.
“Até que a situação se estabilize, pelo menos por 10 dias não coloquem fogo em nada. Quer seja no jardim para a limpeza de folhas secas, quer seja na fossa, por conta exatamente desses perigos do fogo se alastrar e a gente não ter como atender a todos os casos.A orientação é não queimar absolutamente nada”, alertou.

Outra orientação é para pessoas que moram próximo a terrenos com vegetação alta e seca. De acordo com o major, o ideal é que seja feita uma limpeza periódicas nessas áreas, que são regiões com mais potencial de focos de queimadas. No caso de incêndio, a recomendação é retirar da residência o que der, mas sem colocar em risco a integridade física e entrar em contato com o Corpo de Bombeiros.



Fonte: JL/G1PI

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