quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Filho que assumiu candidatura do pai assassinado é eleito no interior do PI

Tote Filho conquistou 698 votos, tornado-se o 6º candidato mais bem votado.
Mais de um mês após o crime, o suspeito ainda não foi preso.

Do G1 Piauí
Tote Filho concorreu a uma das 13 vagas na Câmara Municipal de Esperantina (Foto: Reprodução/TSE)

O filho do vereador Antônio Aristides de Carvalho, assassinado no final do mês de agosto em Esperantina, Norte do Piauí, assumiu a candidatura do pai e foi eleito como o sexto candidato a vereador mais bem votado. Foram 698 votos que garantiram a Jânio Rodrigues Carvalho, conhecido como Tote Filho, compor a lista dos 13 componentes da Câmara Municipal da cidade.


De acordo com o novo eleito, que não tem experiência direta com a política, o trabalho do pai terá uma continuidade. “Meu pai sempre trabalhou com o povo, tinha vários projetos em mente e eu vou dar continuidade a todos. Vamos prosseguir com os requerimentos que ele já tinha começado, dando sequência no compromisso dele com o povo”, disse.

Tote Filho destaca como foi para ele assumir a candidatura do pai em um momento tão delicado. “A morte do meu pai foi um momento muito difícil, mas a vida continua e o trabalha do meu pai também. É uma forma, inclusive, de homenageá-lo e, graças a Deus deu tudo certo. Hoje eu agradeço ao povo por ter confiado na gente, em mim e na minha família. O trabalho do meu pai não vai parar”, contou.

Entenda o caso
O vereador Antônio Aristides de Carvalho (PMDB), presidente da Câmara Municipal da cidade deEsperantina, Norte do Piauí, foi assassinado com um tiro no peito na noite do dia 28 de agosto. Tote Aristides, como era conhecido, tinha 64 anos.

De acordo com o secretário de segurança pública do Piauí, Fábio Abreu, o vereador havia saído de casa para tentar apaziguar um conflito familiar envolvendo um casal e uma terceira pessoa. Conforme ele, um homem teria agredido a própria mulher e o político foi ao local para tentar acalmar os ânimos. Ao deixar a residência da mulher agredida ele foi surpreendido pelo agressor e atingido pelo tiro.

Segundo Tote Filho, mais de um mês após o crime, o suspeito de fazer o disparo que matou o parlamentar não foi preso. O G1 tentou contato com a Delegacia de Esperantina, mas não obteve retorno.

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