terça-feira, 25 de outubro de 2016

Laudo confirma que garoto morreu por infecção generalizada após estupro

A perícia criminal realizada no corpo do menino de apenas dois anos, morto com suspeita de estupro em Ilha Grande, concluiu  que o garoto morreu por infecção generalizada após estupro e detectou ainda a presença de espermatozóides no corpo. A criança morreu na última sexta-feira (21) na cidade de Parnaíba, após apresentar fortes dores e ferimentos na região anal. A Polícia Civil da Cidade disse que a principal suspeita é de que o pai, que já foi indiciado pelo mesmo crime, tenha cometido o crime. Ele chegou a prestar depoimento para o inquérito.
                     
O menino teve o corpo periciado no IML de Parnaíba.
De acordo com o perito criminal Péricles Avelino o laudo concluiu através de exame sintomatológico e necroscópico que houve estupro contra o menino. "O médico legista concluiu isso através dos traumas na região anal onde havia necrose e lacerações profundas. Através de coleta foi detectada a presença de espermatozóides o que conclui o nexo causal da morte do garoto. A causa inicial foi parada cardiorrespiratória, porém ela se deveu a infecção generalizada provocada pela translocação de bactérias que estavam na região do ânus", explicou o perito.
A equipe médica do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), onde a criança foi atendida constatou que o menino tinha sífilis, uma doença sexualmente transmissível caracterizada por feridas nos órgãos genitais e no ânus e é transmitida por meio do contato com essas feridas.
O perito acrescenta que o próprio pai da criança se apresentou ao IML de Parnaíba onde realizou todos os exames para a comparação do DNA encontrado no garoto. "Ele chegou a realizar essa coleta e ele foi por conta própria ao IML ceder esse material genético que usaremos na comparação  com o material encontrado no trato anal da criança", pontuou.
Segundo o perito, o prazo para o resultado ainda pode demorar porquê o exame não é feito em Teresina. "Um perito vai acompanhar esse material até outro estado onde o teste será realizado", concluiu.
A equipe da TV Cidade Verde chegou a entrevistar a família do menino, que afirma que o pai não teria envolvimento no caso.
Rayldo Pereira e Maria Romero

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