quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cidade do sul do Piauí mudou de prefeito 8 vezes em 2 anos

Francisco de Assis Brito conduz sessão que decidiu pelo afastamento do prefeito de São Julião

O município de São Julião já mudou de prefeito oito vezes em dois anos. O prefeito eleito José Francisco de Sousa, Zé Neci (PT), teve o mandato cassado duas vezes, uma pelo abuso de poder econômico e outra pela acusação de ser o mandato do assassinato do vereador Emídio Reis, em janeiro de 2013. O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) confirmou a cassação do mandato de Zé Neci em julho de 2015. 

Ele já havia sido cassado pelo juiz da zona eleitoral acusado de compra de votos, mas recorreu ao TRE e estava no cargo devido a uma liminar. Quando Zé Neci foi afastado, o presidente da Câmara de Vereadores de São Julião, Francilândio da Silva Carvalho, o Cilândio (PP), assumiu a Prefeitura, enquanto nova eleição era realizada na cidade. Enquanto isso, Zé Neci recorreu novamente para se manter no cargo.
Depois a Câmara Municipal, cassou novamente o mandato de Zé Neci, em sessão extraordinária, alegando diversos crimes cometidos durante sua gestão. Logo em seguida o TRE-PI julgou o recurso e autorizou Zé Neci a reassumir a prefeitura. Pouco tempo depois, o prefeito foi cassado novamente. Cilândio assumiu outra vez, mas uma semana depois a Câmara Municipal realizou uma eleição e mudou a mesa diretora, elegendo Francisco de Assis Brito (PSD) como presidente. Em seguida, ele assume a Prefeitura.
Aí foi a vez de Cilândio recorrer à Justiça para cassar o direito de Francisco de Assis. Cilândio foi empossado novamente prefeito de São Julião. Em dezembro de 2015, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou Zé Neci retornar mais uma vez ao cargo de prefeito, pondo uma pausa na instabilidade político-administrativa instaurada no município, que voltou a sua normalidade, passando tranquilamente pelo processo eleitoral de 2016.

Ele permaneceu na função até agora depois das eleições, quando Jonas Alencar (PSB) foi eleito. Segunda-feira, porém, o presidente da Câmara Francisco de Assis realizou uma sessão extraordinária e, por seis votos a um, os vereadores resolveram cassar novamente o mandato do prefeito e do vice. Com a decisão, De Assis deveria voltar ao comando do município, mas a posse não tinha ocorrido até o início da noite de ontem.

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