segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PF faz operações em 8 estados para combater fraudes no Enem

Em Montes Claros (MG), PF cumpriu 4 mandados de prisão temporária.
Outra operação identificou 22 suspeitos de tentar fraudar o exame.

Do G1, em Brasília
Agentes com um dos presos em Montes Claros (Foto: Michelly Oda/G1)



A Polícia Federal realizou neste domingo (6) operações em pelo menos 8 estados para combater fraudes contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece neste final de semana. Foram cumpridos mandados de prisão, mas até a última atualização desta reportagem a PF ainda não tinha informado quantas pessoas foram presas.

Uma das operações foi conduzida pela Polícia Federal em Montes Claros (MG) e teve como alvo uma organização criminosa suspeita de fraudar processos seletivos para universidades e que teria também agido no Enem. A outra foi realizada em estados do Norte e Nordeste e investiga 22 pessoas também suspeitas de fraudar o exame.


Chamada de "Embuste", a operação realizada em MG cumpriu 28 mandados judiciais, sendo 4 de prisão temporária, 4 de condução coercitiva (quando alguém é levado para depor), 15 de busca e apreensão e outros 5 de sequestro de bens.

De acordo com a PF, a organização criminosa utilizava uma central de telefonia celular para repassar gabaritos de provas para candidatos. O principal alvo eram cursos de medicina.

"No decorrer das investigações, a Polícia Federal conseguiu identificar o repasse de gabaritos, mediante moderna central telefônica via celular, para candidatos situados em diversas partes do país, em evidente fraude ao Enem/2016", diz a nota da PF.

Um rapaz de 34 anos, que fazia a prova do Enem neste domingo em Fortaleza (CE), foi preso em flagrante usando um equipamento eletrônico preso ao corpo e pontos de escuta nos ouvidos. De acordo com a Polícia Federal, ele foi identificado após a deflagração da operação Embuste, em Minas Gerais.
Candidato preso em flagrante por usar ponto eletrônico
durante Enem em Fortaleza (Foto: Divulgação/PFl)

Em depoimento, o rapaz disse que trabalha como secretário de saúde de um município cearense.Procurados, o Ministério da Educação e o Inepx, órgão responsável pela aplicação do Enem, informaram que acompanham as operações da PF, mas que elas não afetaram a realização das provas neste segundo dia do exame.

"O MEC/Inep reitera que está acompanhando com atenção os desdobramentos das operações da Polícia Federal hoje. No entanto, as operações não afetam o Enem", informou.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, além do Enem o grupo já teria fraudado, em 2016, vestibulares nas cidades de Mineiros (GO) e Vitória da Conquista(BA), realizados em outubro.

Norte e Nordeste
A outra operação, batizada de Jogo Limpo, foi realizada em sete estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará. Também em nota, a PF informou que foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e que o objetivo foi "reprimir fraudes" ao Enem.

"A partir da análise de gabaritos apresentados em anos anteriores promovida pela Policia Federal em conjunto com o INEP, foram identificadas 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude e que fariam a prova novamente em 2016", diz a nota.
Grupo usava equipamentos eletrônicos para repassar gabarito a candidatos (Foto: Divulgação/PF)

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