quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Comoção marca velório de policial do Bope executado em Teresina

O cabo foi executado na noite de terça (6) no bairro Saci em Teresina.
Velório foi na capela São Sebastião, da Polícia Militar, no bairro Cristo Rei.


Juliana BarrosDo G1 PI
Familiares e amigos prestaram últimas homenagens ao policial (Foto: Juliana Barros/G1)

Clima de muita comoção e tristeza marcou o velório do cabo Claudemir de Paula Sousa, 32 anos,executado na noite dessa terça-feira (6) no bairro Saci, Zona Sul de Teresina. A cerimônia foi nesta quarta-feira (7) na capela São Sebastião, da Polícia Militar, no bairro Cristo Rei. O cabo era policial do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Piauí (Bope) e foi executado quando saia da academia.


Familiares, amigos e corporações da Polícia Militar estavam presentes para prestar as últimas homenagens para o policial. Claudemir era formado desde 2008 e atuava na polícia desde 2009.

“Ele era operador tático, formado em ações táticas especiais, era explosivista qualificado para auto risco. Se torna uma perda muito difícil, lamentamos e sentimos muitos. Sabemos que é uma coisa que pode acontecer, mas sabemos e não esperamos, principalmente da forma que foi. É uma perda social, não só para a família, mas também é uma perda muito grande para os operadores”, disse o capitão Evandro Vasconcelos do Bope.

O capitão ainda informou que atualmente o cabo estava de férias. “Ele atuou na Força Nacional por mais de dois anos e estava desmobilizado, encerrou a sua atuação e estava em gozo de férias para retornar às suas atividades no Bope. Pela grande convivência entre os operadores terminamos criando um grande vínculo e afinidade com todos”, finalizou o capitão.

Uma missa será realizada às 16h e em seguida acontece o enterro no cemitério Jardim da Ressurreição, Zona Leste de Teresina.

Entenda o caso
O policial foi executado a tiros na noite desta terça (6) quando saia de uma academia no bairro Saci, na Zona Sul de Teresina. Cinco suspeitos foram presos na manhã desta quarta-feira (7) acusados de executar o policial.

De acordo com o secretário de segurança, Fábio Abreu, um dos suspeitos usava tornozeleira eletrônica e a partir do monitoramento dele os policiais chegaram aos demais envolvidos no assassinato, inclusive, ao mandante, que é funcionário da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Também entre os presos está um taxista, apontado como o agenciador dos atiradores. A polícia suspeita de crime passional.

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