sábado, 17 de dezembro de 2016

Mais de 20 famílias são despejadas após ordem judicial em Teresina

Terreno fica localizado no bairro Recanto das Palmeiras, Zona Sudeste.
Oficial de justiça diz que famílias foram avisadas, moradores contestam.

Do G1 PI

Policiais militares e federais acompanharam cumprimento da ordem judicial (Foto: João Cunha)

Mais de 20 famílias foram tiveram que deixar um terreno invadido há três anos na Zona Sudeste de Teresina na manhã desta sexta-feira (16). Policiais federais e militares acompanharam o cumprimento a uma ordem judicial para reintegração de posse. O terreno pertence à União. No local, já havia cerca de 40 construções.

De acordo com o oficial de justiça Mário César, a ordem judicial foi expedida ainda em agosto e, segundo ele, as famílias foram avisadas com antecedência. O local invadido fica no bairro Recanto das Palmeiras. A União disponibilizou caminhões para a retirada e transporte das mobílias.

“A ordem judicial foi expedida em agosto e está sendo cumprida hoje. Não encontramos resistência, até porque eles foram avisados”, disse o oficial.
Desocupação (Foto: João Cunha)

Por outro lado, quem teve que deixar o terreno se mostrou surpreso com a ação. É o caso do peixeiro Fernando Luís, que estava há mais de dois anos no local com a mulher e os filhos. “Eles tinham avisado, mas eu não sabia que seria hoje. Chegaram de surpresa, não tenho onde colocar minhas coisas e nem sei para onde levar minha família”, falou.

Situação parecida com a do servente Cássio da Silva. “Quando chegamos aqui isso tudo era matagal. Não avisaram nada. Vou ter que sair e começar da estaca zero. Não sei como sustentar mulher, dois filhos pequenos e ainda pagar aluguel”, lamentou.

A preocupação do auxiliar de cozinha Felipe Pereira é para onde vai levar a mãe quando ela tiver alta médica. A senhora sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), está internada e o filho ainda não contou sobre o despejo.

Segundo a coronel Júlia Beatriz, do gerenciamento de crises da Polícia Militar, é a segunda vez que o terreno é desocupado por meio de ordem judicial. Ela disse ainda que apesar da situação difícil, não houve resistência por parte dos moradores ou conflito com os policiais.

Muitas famílias relataram ainda que chegaram a fazer inscrições no programa Minha Casa, Minha Vida, mas não foram contemplados. Eles também reclamam de não terem recebido apoio ou visita de nenhum representando do Serviço Social.

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