sábado, 17 de dezembro de 2016

Prefeito eleito que pediu o #ForaDilma na Paulista é foragido da justiça

De acordo com o MP a operação apreendeu dezenas de veículos, dinheiro, documentos e computadores

Procurado por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o presidente da Câmara e prefeito eleito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB) permanece foragido, segundo costa no site do Ministério Público (MP) de São Paulo. Ney é alvo central da primeira fase da operação Xibalba, cujo nome significa submundo, na mitologia Maia. 

Ney Santos divulgou nota no dia 10 afirmando estar sendo vítima de perseguição política. Assessores do prefeito eleito garantem que ele vai ser diplomado e tomar posse apesar das acusações feitas pelo Ministério Público. Nas redes sociais vários assessores fazem críticas, levantam suspeitas e até acusações contra o juiz que assinou o pedido de prisão preventiva de Ney Santos. Há relatos até de que eles organizam protesto em frente ao Fórum para defender o prefeito eleito. O Jornal na Net apurou que o grupo político foi orientado a demonstrar apoio e quem desobedecer a essa orientação ficará de fora do governo Ney Santos. 

De acordo com o MP a operação apreendeu dezenas de veículos, dinheiro, documentos e computadores. Dos 14 mandados de prisão, 7 foram cumpridos, sendo que os outros 7 denunciados estão foragidos. 

A primeira fase da operação Xibalba reuniu promotores e a Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que deu cumprimento a 49 mandados de busca e 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Judicial de Embu das Artes, nos autos da ação penal nº 0008568-06.2016.8.26.0176. 

Ainda segundo o MP a investigação que originou a Operação Xibalba identificou uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. O Ministério Público acusa que o esquema era liderado por Claudinei Alves dos Santos, o Ney Santos, presidente da Câmara de Vereadores de Embu das Artes e prefeito eleito. 

O Ministério Público diz que Ney Santos responde por liderança na organização criminosa, cuja pena vai de 2 a 8 anos, e a prática, em 130 ocasiões, de lavagem de dinheiro, crime cuja pena prevista em lei para cada fato é de 3 a 10 anos. 

Os demais denunciados também respondem pelos mesmos crimes. 

A Promotoria pede que qualquer informação ‘sobre o paradeiro dos foragidos’ poderá ser noticiada ao Disque Denúncia, através do número 181.

Fonte: JL/por Huberto Tobé

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