domingo, 1 de janeiro de 2017

FIM DE ANO Show pirotécnico emociona público em Copacabana

Fogos começaram a ser disparados ao som de “Samba do Avião”, de Tom Jobim
 
 
A
contagem regressiva foi intensa para a chegada de 2017 em Copacabana. Na noite de réveillon, a praia mais famosa do Brasil recebeu, de acordo com a Riotur, dois milhões de pessoas, que foram brindar a chegada de um novo ciclo. O show pirotécnico que durou 12 minutos emocionou com fogos em formato de corações, margaridas, carinhas felizes e palmeiras.
Quando os dois telões no palco, posicionado em frente ao hotel Copacabana Palace, encerraram a contagem regressiva dos últimos segundos do ano, 18 toneladas de fogos foram disparados de onze balsas iluminando o céu de Copacabana para delírio dos presentes. O público ouviu o disparo de 21 mil bombas que começaram ao som de “Samba do Avião”, de Antônio Carlos Jobim. Mesmo com o tempo reduzido, o espetáculo não perdeu a grandiosidade com a tradicional sincronia de fogos combinados com efeitos sonoros. A cada disparo, o público vibrava e aplaudia muito.
A esperança por dias mais leves e uma situação financeira mais tranquila também influenciou na maneira das pessoas se vestirem para o réveillon. Assim como no ano passado, muita gente trocou o tradicional branco pelo amarelo, que representa a prosperidade.
— Vim de amarelo para ter mais sorte em 2017. Preciso atrair coisas boas, principalmente uma proposta de emprego — diz Larissa da Cruz, que ficou desempregada em 2016.
Por causa do forte calor, com a sensação térmica ultrapassando os 33 graus na hora da virada, muita gente passou mal antes de anoitecer. No período entre as 17h deste sábado e 2h de domingo, 387 pessoas receberam atendimento médicos, com quadro por intoxicação alcoólica, mal estar devido ao calor, picos de pressão, traumas e fraturas devido a quedas, além de cortes - principalmente nos pés e tornozelos - causados por cacos de garrafas jogados na areia da praia.
O estudante Rafael Soares, saiu do Méier e chegou a Copacabana às 16h30m. Ele diz que aproveitou a praia durante o dia, jantou e depois voltou para o mar para curtir os show.
 
— A água está boa demais. Se soubesse que estaria assim, teria trazido um colchão inflável e ficaria a noite toda de camarote dentro d’água.
Antes da queima de fogos, o ponto alto foi a apresentação que celebrou os 20 anos do lançamento do álbum “O Grande Encontro” entre Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. O trio fez o público cantar em coro canções como "Anunciação", "Caravana" e "Sabiá". No final do show, Elba Ramalho chamou ao palco dois refugiados sírios, uma mãe e um filho, que estavam na plateia. O menino foi as lágrimas e agradeceu a recepção brasileira.
— Vou ajudar muito as pessoas neste país porque os brasileiros sempre me ajudaram. O coração de vocês é muito bom — disse o menino Mohamed.
EFETIVO POLICIAL FOI MENOR DESTA VEZ
O esquema de segurança montado pela PM contou com 1.910 policiais em Copacabana — um número 13,7% menor do que o de 2016, quando a celebração contou com 2.215 agentes no bairro. O efetivo não foi suficiente para conter a violência: houve muitos relatos de roubos e arrastões. A aposentada Maria de Souza disse ter ficado assustada com a quantidade de jovens que promoveram arrastões neste réveillon.
— Toda hora a gente vê um arrastão perto do mar. Um homem levou um soco no nariz na minha frente porque tentou resistir ao grupo que queria assaltá-lo. Eles se aproveitam porque estão em maior número para pegar os pertencer das pessoas.
Na delegacias, porém, a informação, até uma hora da manhã, era de que poucos registros haviam sido feitos. Por causa do forte calor, com a sensação térmica ultrapassando os 33 graus na hora da virada, muita gente passou mal. Por volta das 22h, 96 pessoas já tinham procurado atendimento médico com quadro de desidratação e pressão alta.
 
Fonte: JL/Globo

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