terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Varejo registra queda de 8,8% em volume de vendas no Piauí em 2016

IBGE apresentou dados na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Queda foi em ritmo menor que a apresentada em pesquisas anteriores

O
comércio varejista piauiense enfrentou uma retração de 8,8% em volume no acumulado do ano de 2016. Falta de empregos, retração dos investimentos da empresas, recessão na economia são alguns dos fatores apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o resultado. Contudo, o instituto considera que o cenário ruim pode estar entrando em um ponto de inflexão para outro período de crescimento.

Segundo o supervisor de informações do IBGE no Piauí, Eyder Mendes, o Piauí seguiu a tendência nacional de queda para o comércio varejista. “Foi uma queda geral do Estado seguindo a tendência nacional pela queda de investimentos, aumento da taxa de desocupação, queda no consumo. Tudo isso trava a máquina da economia”, explica Eyder Mendes. Em 2016 o comércio varejista recuou 8,6% na comparação com 2015, acima da queda a nível nacional, que ficou em 6,2%.
Quando se considera o acumulado do ano no comércio varejista ampliado, que agrega também as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, a variação foi de -8,5%, um índice menor que o nacional, uma queda de 8,7%. “A máquina da economia engasgou e é preciso tempo para uma retomada. Existe a queda nos dois, mas há uma queda menor, o que significa um início de estabilidade”, comentou o supervisor.
A estabilidade na queda representa para o supervisor do IBGE que a crise pode ter atingido o “fundo do poço” e que uma retomada é possível para breve. “Há um ponto de inflexão, um fundo do poço, que pode ter sido atingido e que representa também uma retomada para o futuro”, apontou Eyder Mendes. Os dados de dezembro do ano passado seriam, segundo o supervisor, o primeiro sinal de retomada.
Dezembro teve queda menor
Em dezembro o comércio varejista registrou queda de 0,6% na comparação com novembro e de 8,2% em relação à dezembro de 2015. “Há uma tendência de deixar de cair, uma tendência de retomada com a geração de empregos e novos investimentos. É um momento de aumento que vai puxar várias áreas. Estamos em um momento em que os índices mostram que a partir de agora começa um outro ciclo”, destacou o supervisor.


Fonte: JL/G1PI

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