terça-feira, 21 de novembro de 2017

Operação ‘Viúvo Negro’ da PF prende casal por fraude de R$ 2 milhões ao INSS

PF informou que esquema funcionava com a criação de óbitos de falsas esposas e um mesmo homem recebia quatro benefícios do INSS.
Policia Federal cumpriu mandados prisão e busca e apreensão em escritório de contabilidade


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (21) a operação 'Viúvo Negro' e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva contra um casal em Teresina. A suspeita é de que o casal tenha recebido mais de R$ 2 milhões por meio de crimes de fraudes previdenciárias.


O delegado Lucimar Sobral, da Polícia Federal do Piauí, acompanhou os cumprimentos dos mandados. Os policiais fizeram buscas em um escritório de contabilidade na Rua Alceu Brandão, no bairro Monte Castelo, Zona Sul de Teresina. O casal preso seria dono do escritório e a polícia fez buscas ainda na residência dos dois, onde foram apreendidos documentos.

Polícia apreendeu documentos na residência dos dois (Foto: Junior Feitosa/G1)


O esquema funcionava com a “criação” de pessoas, com o uso de documentos falsos. Criava-se também um vínculo matrimonial entre essas pessoas fictícias e por fim um falso óbito de um deles. Para garantir o recebimento do benefício, o grupo chegava a pagar pelo menos três contribuições junto ao INSS, perto do teto de contribuição previdenciária.


Assim, os supostos beneficiários conseguiam receber valores próximos ao teto do INSS. No esquema, um mesmo homem teria ficado viúvo quatro vezes, poucos meses após o suposto “casamento”, em razão da morte das falsas esposas.
Policiais fizeram buscas em um escritório de contabilidade em Teresina (Foto: Junior Feitosa/G1)


"O proprietário possuía mais três identidades para utilizar como beneficiários da pensão por morte. A mulher dele também possuía mais três identidades e era a companheira que 'morria' para que o marido recebesse a pensão", disse o delegado. Ele falou que os documentos são registrados oficialmente mas são ideologicamente falsos. Todos tinham apenas nomes diferentes, as fotos e as digitais eram do proprietário e da esposa.
Casa dos suspeitos foi alvo de buscas (Foto: Junior Feitosa/G1)


Segundo a PF, pelo menos quatro benefícios indevidos foram recebidos durante o período de investigação e há a suspeita de mais quatro. Os prejuízos somam R$ 2.029.437,00. Segundo a PF, a suspensão da fraude vai evitar um prejuízo de mais de R$ 4 milhões.


A Polícia Federal informou que os envolvidos irão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Dois veículos foram apreendidos e foi pedido pela Polícia Federal o bloqueio de bens e o sequestro de imóveis.

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