sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Jovem de Teresina lança filme sobre transfobia e expõe preconceito na família

O curta-metragem será exibido na Casa da Cultura de Teresina e abre espaço para levantar a bandeira LGBTS contra o preconceito e discriminarão.
Por G1 PI
Filme aborda a temática da transfobia dentro da família (Foto: Divulgação)



A Casa da Cultura de Teresina lançará nesta sexta-feira (1º), às 19h, o filme ‘O Casulo e a Borboleta’, do diretor e roteirista Thiago Furtado, um jovem jornalista de Teresina. O filme, baseado em fatos reais, conta a história de uma mãe que tenta compreender a filha, mas só após esta fugir de casa por causa de conflitos com o pai. A entrada será gratuita.


Thiago é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), é realizador audiovisual e já ganhou seis prêmios este ano em filmes de ficção e não ficção. Ele diz que o projeto cinematográfico traz a temática da transfobia e tem um grande teor social. De acordo com Thiago, o tema já estava pré-definido e até então, para criar consistência, começou a buscar mais informações sobre a discriminação ao transgênero.


“O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, essa é uma realidade. Então eu vi o quanto o dado era absurdo e comecei a ler livros, artigos, pesquisei sobre a vivência dessas pessoas através de outros filmes e até mesmo na própria realidade das ruas. Costumamos ver a temática do homossexual, mas não do transgênero”, disse o diretor.
O diretor diz que filme fala sobre preconceito e amor materno (Foto: Divulgação)


O filme conta a história de uma mãe que tenta compreender a filha, por ser transexual, mas só após a filha fugir de casa, por causa de conflitos com o pai, ela se atenta para a partida da garota. Após certo tempo longe de casa, a filha de Lúcia (Edithe Rosa) retorna para buscar o restante de seus pertences. Enquanto as duas colocam as coisas numa mala, mágoas, arrependimentos e dores são escancarados até revelar onde Ana Paula (Kaio Rodrigues) se refugiou para poder sobreviver à rejeição e à transfobia.



Thiago Furtado fala ainda que “o fato de ela não aceitar, não significa que ela é má, mas que não tem conhecimento. Se você não conhece, você tem preconceito. Se tem preconceito, está a um passo da violência". O projeto de audiovisual tem como abordagem especial o amor materno e a estrutura familiar.


O filme teve produção autoral do Coletivo VDC e coprodução da Madre Filmes. Contou com o apoio também, do Conselho Municipal dos Direitos LGBT (CMDLGBT) e da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...