terça-feira, 16 de janeiro de 2018

POLÍTICA Capez do PSDB, indiciado por roubo de merenda, foi para rua pedir prisão do Lula

Indiciamento do tucano Capez no caso da “Máfia da Merenda” traz à memória a observação do professor de História João Fernandes Barros

A
hipocrisia, o falso moralismo, é a máxima desse pessoal que veste verde e amarelo para protestar pela condenação do ex-presidente Lula e em defesa do juiz Sérgio Moro. Que o diga o deputado Fernando Capez (PSDB-SP), ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, que, em 2016, pedia a cassação da presidenta eleita honesta Dilma Rousseff “por corrupção”, mas acabou ele denunciado pelo MP por receber propina da “Máfia da Merenda”.
O indiciamento do tucano Capez no caso da “Máfia da Merenda” traz à memória a observação do professor de História João Fernandes Barros, que, neste fim de semana, afirmou que os manifestantes que vestem verde amarelo são “corruptos” ou a declaração do Santo Padre Leomar Antonio Montagna que chamou de “patos idiotas e não patriotas” a turma que se manifestou no sábado (13) pela condenação do ex-presidente Lula e em apoio ao juiz Sérgio Moro.
Segundo jornalões da velha mídia, Capez, ex-presidente da Assembleia Legislativa de SP se enquadra nas duas categorias denunciadas pelo Santo Padre e pelo professor de História, ambos de Maringá (PR).

O parlamentar tucano é acusado pelo Ministério Público de receber R$ 1,1 milhão em propina, oriundos da Máfia da Merenda, usados para pagar despesas de campanha.
 
Capez também foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro
 
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, denunciou ao Tribunal de Justiça o deputado Fernando Capez (PSDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa, e mais oito investigados no âmbito da Operação Alba Branca, deflagrada em janeiro de 2016 contra desvios no fornecimento de merenda escolar. Ao parlamentar, o mandatário do Ministério Público paulista atribui crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Leia também:
 
Smanio cobra R$ 2.279.857,00 – o valor equivale ao dobro da propina que teria sido destinada a Capez, a lobistas e a um representante comercial da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF), sediada no município de Bebedouro (SP) e apontada como o carro-chefe das fraudes.
 
Gianpaolo Poggio Smanio é colega de carreira de Capez, mas isso não o desestimulou a seguir em frente na investigação.
(…)
A denúncia afirma que a propina paga a Capez, as comissões repassadas a lobistas da Máfia da Merenda e ao representante comercial da COAF ‘alcançaram ao menos o patamar de 10% do valor dos contratos administrativos – R$ 11.399.285,00 – celebrados entre a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e a Cooperativa’.
(…)
A Operação Alba Branca desarticulou fraude a licitação na Secretaria de Educação de São Paulo para o fornecimento de suco de laranja na merenda escolar.
Fonte: JL/Falando Verdades

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