quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Justiça bloqueia bens do prefeito de Cocal Rubens Vieira


 
Na casa do prefeito, as equipes encontraram mais de R$ 6.500 em um cofre,R$ 3.700, dois veículo SW4 e um Corolla e ainda, documentos referentes à licitações.

Também foram apreendidos vários talões de cheques com “valores significativos” emitidos pela esposa do prefeito para compra de móveis e materiais em empresa de Teresina.

Atualizada às 10h16

A 4ª fase da operação Escamoteamento se concentrou na casa do prefeito de Cocal, Rubens Vieira (PSDB) que teve o pedido de prisão preventiva indeferido. Mas, os bens foram bloqueados pela Justiça.

Para a promotora Luana Azeredo, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), não há dúvidas da participação do gestor municipal na fraude que teria desviado mais de R$ 14 milhões de recursos públicos. Ele é apontado como líder do "núcleo político" da organização criminosa.

"Dois empresários que fizeram delações premiadas mencionaram expressamente o nome do prefeito como integrante e líder do esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos do município de Cocal. Estamos convencidos da participação dele", diz a promotora do Gaeco.

O prefeito é investigado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude em licitação pública, formação de cartel e crime de responsabilidade. Além da prisão preventiva, o Ministério Público também requereu o afastamento do prefeito do cargo, mas o pedido também foi indeferido.

Durante as buscas à casa do gestor, as equipes procuravam documentos e equipamentos eletrônicos que pudessem servir como provas do suposto esquema criminoso.

"O rumo da investigação nos leva a crer que o prefeito era o líder político da organização criminosa. Para que houvesse fraude à licitação pública, havia a necessidade de envolvimento de servidores públicos e o prefeito era conhecedor desse esquema", completa a promotora.

De acordo com o Gaeco, o "núcleo político do esquema" seria composto ainda pelo presidente de Comissão e Licitação do município de Cocal, o contador e o secretário de Saúde que foram alvos ainda na segunda fase da operação.

Matéria original

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quinta-feira(18) a 4ª fase da operação Escamoteamento que investiga desvio de recursos públicos de prefeituras. Nesta fase, o alvo é o prefeito de Cocal, Rubens Vieira (PSDB), no município que fica a 268 km ao norte de Teresina.

Representantes do Gaeco e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão na casa do prefeito no município cumprindo mandado de busca e apreensão.

A investigação foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Cleandro Moura, por causa do foro privilegiado do prefeito. O pedido foi feito pelos promotores do Gaeco que também solicitou a prisão do prefeito e a indisponibilidade dos bens.

Esta é a segunda vez que o prefeito Rubens Vieira tem pedido de busca e apreensão autorizado dentro da mesma operação. Em abril do ano passado o alvo foi o gabinete do gestor na Prefeitura, onde o Ministério Público teria encontrado folhas que indicariam detalhes do rateamento da propina entre os integrantes da organização criminosa. Para prefeitos, o percentual seria de 10%.

Na época, uma mulher, identificada como Auricélia, foi uma das conduzidas juntamente com o presidente da comissão de licitação da Prefeitura, Jefse e o pregoeiro Jonh Brendan. Ao todo, foi pedida a indisponibilidade de R$ 19 milhões em contas de 62 empresas, além de sequestro de bens como cinco veículos de luxo.

A operação Escamoteamento já investigou desvios de verbs em Buriti dos Lopes e cidades do Ceará. As fraudes teriam envolvimento de empresas e empresários da Serra da Ibiapaba no Ceará, juntamente com a participação de agentes públicos.

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