terça-feira, 20 de novembro de 2018

Mandetta diz que Mais Médicos parecia 'convênio entre Cuba e PT'

Nome do futuro ministro da Saúde foi divulgado nesta terça (20) por Jair Bolsonaro (PSL). Deputado falou sobre prioridades do governo

Bolsonaro anuncia Mandetta como ministro da Saúde

Bolsonaro anuncia Mandetta como ministro da Saúde

Rafael Carvalho/Governo de Transição
Após ser anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como o futuro ministro da Saúde, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) comentou sobre a saída de Cuba do programa Mais Médicos, o que gerou um déficit de mais de 8 mil médicos em todo país.
— Esse é um dos riscos de se fazer um convênio terceirizando uma mão-de-obra essencial. Os critérios à época me parecem quem eram muito mais um convênio entre Cuba e o PT, e não entre Cuba e o Brasil, porque não houve uma tratativa bilateral, mas uma ruptura unilateral.
Mandetta também disse que irá se reunir com o atual ministro Gilberto Ochi sobre o programa. Uma das alternativas seria uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que cria a carreira de Estado para médicos.
— O senador Ronaldo Caiado (DEM) tem um Projeto de Emenda Constitucional de 2008 propondo uma carreira de estado, que é uma das maneiras que os países têm de fazer uma proposta para essas pessoas poderem ir para locais de difícil provimento.
Prioridades
Sobre as prioridades do futuro governo, o deputado federal disse que no caso da saúde, não existe um assunto que é mais importante que o outro.
— A gente tem uma agenda muito grande: desde a concepção, pré-natal que é uma questão importantíssima, a primeira infância, as questões dos prematuros. Depois, a gente vem até os adolescentes, a gravidez na adolescência, DST/AIDS.
Mandetta também explicou que doenças mentais serão uma preocupação do sistema de saúde.
— A própria maturidade tanto do homem como da mulher, a questão do estresse, do trabalho, a questão de doença mental que é o principal agravo que leva as pessoas ao sistema de saúde, a depressão, pânico.
Investigação
O futuro ministro também falou sobre as investigações contra ele no Mato Grosso do Sul. Mandetta é investigado por suspeita de ter favorecido empresas em um contrato de R$ 9,9 milhões assinado com a Secretaria de Saúde de Campo Grande, enquanto era secretário estadual.
—  Sempre quando isso ocorre, a gente se sente muito desconfortável, mas quem é uma pessoa pública tem que se submeter a essas situações. Eu estive com o presidente antes de todo esse anúncio, antes de ventilarem o meu nome. Levei a ele o meu nome e disse a ele: veja com a sua equipe. Hoje em dia, no Brasil a gente vive esse drama de dizer que uma pessoa está sendo investigada. Não sou réu, não tenho nem a condição de saber quais são as eventuais culpabilidades.

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