quarta-feira, 20 de março de 2019

Nora de senador é um dos alvos da PF na operação 'Boca Livre'. Veja nomes!


A Polícia Federal cumpriu mandado de busca na casa da nora do senador

Foi divulgada no início da tarde desta quarta-feira (20), a lista dos alvos de busca e apreensão da operação “Boca Livre”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje. Entre os acusados, está Jucira Macedo Lopes Reis, nora do senador Marcelo Castro (MDB).
Jucira e mais sete pessoas, entre sócio-administradores e servidores públicos da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), além de mais três empresas, são acusadas de fraudar licitações de merenda escolar da Seduc. A nora do senador, segundo informações dos investigadores, teria sido à época, diretora de uma empresa fornecedora de merenda e, tambem, ocupante de cargo de direção na Secretaria de Eduação.
Coletiva na sede da Polícia Federal (Foto: Lucas Sousa/Portal AZ)
Confira a lista:
Flávio Henrique Rocha de Aguiar
Futura Distribuidora
José Carlos de Carvalho (SR Distribuidora)
José Carlos de Carvalho
Leovidio Bezerra Lima Neto
Luiz Felipe de Alcantara Mendes Raulino
Maria José Alcantara Viana
Sebastião Paulino
Secretaria Estadual da Educação (Seduc)
SP Comercial e Distribuidora LTDA
SR Distribuidora de Produtos 
A investigação da Polícia Federal descobriu ainda movimentações financeiras suspeitas incompatíveis com a renda salarial de funcionários da Seduc. Uma das investigadas chegou a movimentar mais de R$ 300 mil por mês na conta bancária. 
A superintendente da Controladoria-Geral da União no Piauí, Érika Lobo informou que alguma dessas empresas ainda mantém contratos com órgãos púbicos.
“A partir de agora a CGU vai reanalisar os contratos e investigar as licitações que essas empresas participaram. A competência da CGU é fiscalizar a aplicação do recurso público federal”, disse.

Entenda o caso

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (20), uma operação tendo como alvo novamente a Secretaria de Educação do Estado (Seduc).
A ação da PF denominada “Boca livre”, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), teria como objetivo apurar desvios de recursos da merenda escolar,  através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
(Foto: Lucas Sousa/Portal AZ)
De acordo com as primeiras informações apuradas pela reportagem do Portal AZ, no ano de 2014 um grupo de empresas participou de licitação superfaturada para fornecimento de alimentos para a Seduc. Na ocasião, foi identificado um prejuízo efetivo de R$ 1.751.740,61, decorrente do superfaturamento nos pagamentos realizados pela SEDUC/PI às empresas envolvidas no esquema, que totalizaram, aproximadamente, R$ 5.300.000,00. 

A PF avalia que a organização criminosamente teria lucrado cerca de R$ 140 milhões. Também está sendo apurado pelos investigadores da PF o pagamento de propina a agentes públicos. 
Ao todo, 68 policiais federais participam da operação, além de 10 servidores da CGU. Estão sendo cumpridos 12 mandados de buscas. A sede da Seduc também é alvo da operação.
O nome Boca Livre é alusivo à grande facilidade propiciada pelo conluio entre os empresários e os agentes públicos envolvidos, o que possibilitou o direcionamento às empresas e a contratação com sobrepreço expressivo. 

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