quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Quebrado e liso, governo do Piauí cancela concursos públicos

                                     

Quebrado e endividado até o pescoço, o governo do Piauí surge com mais uma novidade para maquiar a grave crise financeira e administrativa dos últimos 16 anos do governo petista de Wellington Dias. Qualquer forma de esconder o rombo é válida para esconder o fracasso.
Pelo menos foi o que disse o secretário da Administração do estado, Merlong Solano, ao afirmar que a meta é cancelar os concursos e qualificar os servidores. Em tempos de crise e de risco de extrapolar a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), o governo do estado vem adotando medidas para não ser punido pelos órgãos fiscalizadores.

Hoje, o secretário Estadual de Administração, Merlong Solano, afirmou que concurso público agora só em áreas essenciais. O governo lançou nesta terça-feira (22) um novo sistema integrado para gerir a folha de pagamento, os recursos humanos, além de servidores ativos e inativos. 
"Os estados do Brasil, assim como os municípios e a própria União, chegaram numa situação limite em relação ao gasto com pessoal. Outros caminhos precisam ser buscados e um deles é esse: concurso naquilo que é extremamente necessário, combinado com muita qualificação e com muito investimento em tecnologia da informação”, disse o secretário de administração, Merlong Solano, durante evento na manhã desta terça-feira (22) pela Semana do Servidor.
O aumento do gasto com pessoal está forçando estados, municípios e a própria União, a frearem a realização de concursos públicos. A realidade é a mesma no Piauí. No governo estadual, por exemplo, a determinação é que só áreas essenciais sejam contempladas com novas contratações no futuro.
Segundo Merlong, tudo deve ser feito dialogando com a situação financeira do estado e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A tendência daqui pra frente é concurso público em áreas essenciais, mas o máximo de investimento em qualificação e em tecnologia da informação. Não vai voltar aquela época em que milhares de servidores eram contratados”, destacou.
O secretário destacou que, com a implantação do Sistema Integrado de Administração de Pessoas (Siape), o governo terá dados precisos sobre carência de pessoal nos órgãos.
“Esse sistema reúne numa única plataforma de informação todos os dados da folha de pagamento e dos recursos humanos do estado, tanto ativos como inativos. São cerca de 100 mil pessoas. É um número grande de informações que hoje está sendo gerido de maneira precária, já que são vários sistemas isolados.

O Siape integrará tudo dando aos gestores e aos próprios servidores, condições de saber as informações de seu interesse com rapidez e precisão. Ele produzirá relatórios gerenciais, com isso o governador poderá tomar decisões, por exemplo, sobre concursos públicos com muito mais segurança. Sabendo exatamente como está cada órgão do estado em relação a pessoal, não só do ponto de vista quantitativo, mas também da qualificação dos servidores”, destacou.
O novo software vai além do gerenciamento da folha de pagamento, ele reúne as principais informações sobre a vida funcional do servidor, cadastro de vínculo, progressão de carreira, prontuário médico entre outras informações. A implantação deve ser concluída em janeiro de 2020 para os primeiros órgãos alvo: Secretaria de Administração e Previdência (SeadPrev), Corpo de Bombeiros, Metrô, Agência de Tecnologia da Informação (ATI), Secretaria Estadual de Segurança, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Controladoria Geral do Estado (CGE).


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