quarta-feira, 24 de junho de 2020

O verdadeiro patrono da Maçonaria – São João Batista



 Dentro da Loja maçônica tem conhecimentos por fazer algumas distinções. O primeiro São João de que ouvimos falar e o qual é sem dúvida um dos mais famosos personagens da bíblia é sem dúvida, São João Batista, que batizou Jesus e teve sua cabeça decepada por ser fiel aos seus princípios, este santo homem considerado como o último profeta do Velho Testamento, e o primeiro do Novo Testamento, sendo ele primo de Jesus Cristo, também nosso conhecido e objeto de estudos dentro da Maçonaria desde tempos imemoriais. Na verdade, a Maçonaria, em todos os países em que ela existe e atua, tem São João Batista como patrono ou padroeiro muito reverenciado. Existem razões.

            A MAÇONARIA NÃO é uma religião porque abriga São João Batista como seu padroeiro, assim como São João Evangelista. Não se ligando a qualquer ramo das religiões conhecidas, todavia abriga em suas Lojas espalhadas pelos recantos da Terra sem distinção de raças e fronteiras, Católicos, Presbiterianos, Espíritas, Batistas, todos trabalhando para fazer feliz a Humanidade pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pelo respeito à autoridade à crença de cada um, com trabalho constante para edificar sociedades pacíficas, voltadas para o bem-estar de todos.

            RECEBENDO SÃO JOÃO BATISTA  como seu patrono, a Maçonaria quer mostrar sua afinidade com um homem que no seu tempo combatia a tirania, proclamando publicamente a dissolução de costumes, as faltas e erros perpetrados por ricos e poderosos; pelos que abusavam do poder para exercer o martírio dos povos; um homem que foi encarcerado em masmorra e depois assassinado em face dos caprichos de uma mulher vingativa, contrariada pela denúncia de São João Batista quanto a sua conduta social irregular à qual conduziu a própria filha.

            SACRIFICOU-SE JOÃO BATISTA, como o faria um verdadeiro Maçom na defesa dos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, seja em relação aos familiares, seja em defesa da Pátria. Sem temer as conseqüências, sabendo-se na senda correta, desejoso de tempos melhores para a Humanidade, o Maçom faria o sacrifício necessário, sujeitando-se á masmorra da ignorância, mas mantendo o templo da virtude, legando aos seus descendentes e aos povos o exemplo do amor à ética, à moral, aos bons costumes.  O Maçom, como João Batista, é idealista capaz de encarar a realidade com denodo, desfraldando o lábaro da moralização, das ações em prol do aperfeiçoamento dos costumes na política, nos negócios, na vida pessoal e da comunidade, não se deixando envolver pelas querelas religiosas ou políticas.

            SÃO JOÃO BATISTA, nascido pouco antes de Jesus, é considerado como o precursor do Messias, anunciando sua vinda e sua atividade redentora. Órfão bem cedo, foi criado e educado junto aos Essênios, cujos costumes rigorosos previam a oração, o trabalho manual, a comunhão do bens, as refeições sagradas. Chegaram a quase quatro mil membros, e em seu mais famoso mosteiro, o de Qumran, foram encontrados os denominados “Manuscritos do Mar Morto”, em 1947. Organizados e diligentes, os Essênios orientavam seus adeptos dentro dos princípios religiosos e esotéricos da religião judaica, e conheciam os ensinamentos das escolas de mistério do Egito e da Pérsia. Certamente, Jesus também conviveu com os Essênios, e junto a eles aperfeiçoou suas doutrinas posteriormente divulgadas e até hoje conhecidas e aceitas.

            EXISTEM EVIDÊNCIAS de que a Maçonaria antiga teve laços/traços de união com as doutrinas dos essênios, com ensinamentos egípcios, persas, hindus, e constantes das lições de Jesus Cristo. Como João, Jesus Cristo pregava tolerância, amor ao próximo, elevação espiritual, e não se pode negar a influência de João Batista como precursor das lições contidas no Evangelho cristão.  A Maçonaria já entronizou João Batista como padroeiro, visto que na instituição milenar podemos encontrar centelhas dos ensinamentos que o primo de Jesus disseminou, e vão desde o aperfeiçoamento do ser espiritual, com o desbaste de suas asperezas, até a elevação mental que lhe assegure a reintegração nos poderes primitivos referidos por Martinez de Pasqually, Maçom e Rosa Cruz do século dezoito.

            NA FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA, em 1717, na Inglaterra, quatro Lojas Maçônicas se reuniram e fundaram a primeira Grande Loja Maçônica hoje conhecida como “Grande Loja Maçônica da Inglaterra”, matriz de muitas outras Lojas fundadas pelo planeta Terra. Sempre sob os auspícios de São João Batista, a Maçonaria se expandiu, atraindo desde carpinteiros e sapateiros, fazendeiros e padres, engenheiros e filósofos, artistas plásticos, músicos, políticos, militares sem restrição quanto á raça, religião, credo político. Uma coisa sempre foi exigida até hoje: a crença no Ser Superior, no Ente Supremo, no Criador incriado, que os Maçons denominam Grande Arquiteto do Universo.

            QUANDO O BRASILEIRO celebra, festivamente, o dia de São João Batista com suas fogueiras e fogos, danças e comidas típicas, a Maçonaria participa destes festejos celebrando o Solstício de Inverno, que é dedicado à Esperança, (o Solstício de verão é dedicado ao Reconhecimento), homenageando o seu ilustre padroeiro, reafirmando a reverência a um homem que pensou primeiro no próximo, anunciou Jesus e depois entregou-se ao carrasco sem ceder ás exigências dos poderosos, sem abjurar sua crença no futuro de uma Humanidade melhor e superior em palavras, ações, pensamentos. Como o faz a Maçonaria em todos os recantos da Terra.

     São João Batista foi nomeado como Padroeiro da Maçonaria em virtude de sua vida que foi um exemplo para a humanidade, eis a razão da Maçonaria o adotar como...      VIVA SÃO JOÃO BATISTA!



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