quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Desvios podem chegar a R$ 55 milhões em apenas dois inquéritos da PF no Piauí

 Em tempo de pandemia

Desvios podem chegar a R$ 55 milhões em apenas dois inquéritos da PF no Piauí

Os recursos deveriam ter sido empregados no combate ao Covid 19, no entanto, de acordo com a PF, teve fim adverso

Produtos com 500% de superfaturamento e mais de 1000% de faturamento bruto, diz Allan Reis
Produtos com 500% de superfaturamento e mais de 1000% de faturamento bruto, diz Allan Reis

Cerca de R$ 55 milhões. Este é o montante de recursos que teriam sido aplicados irregularmente pelo governo do Piauí, através da Secretaria de Saúde e da Fundação Hospitalar, dentre os valores que deveriam ser investidos no combate à pandemia do Covid 19. Os recursos foram provenientes do Ministério da Saúde. A Polícia Federal realizou duas operações em apenas 48 horas nos órgãos governamentais.

Na primeira delas, para apurar possíveis desvios de aproximadamente R$ 33,7 milhões. Na segunda, realizada nesta quinta-feira, teriam sido aplicados indevidamente valores de cerca de R$ 20 milhões. O delegado responsável pelas investigações, Allan Reis, disse que investiga-se superfaturamento e aquisições fraudulentas, que ocorrem quando os produtos comprados não são entregues adequadamente pelo contratado.

No tocante à primeira operação, os policiais federais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Teresina, Parnaíba e Joca Marques, no Piauí; na cidade de São Paulo (SP); e em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Na segunda operação foram realizadas buscas e apreensões em Teresina e Bom Princípio do Piauí.

 O delegado Allan Reis disse ainda que os procedimentos da PF tiveram origem a partir de denúncias publicadas na mídia e de auditorias do TCE/PI (Tribunal de Contas do Estado), bem como de levantamentos da Controladoria Geral da União. Não se trata da Controladoria Geral do Estado, conforme noticiou o grupo Globo através do G1.

O montante investigado na operação atual compreende valores de R$ 5,5 milhões da Sesapi e outros R$ 30 milhões da Fundação Hospitalar. Houve busca e apreensão em empresas e condomínio Naila Bucar, em Teresina. Neste condomínio reside o deputado Pablo Santos, do MBD, que preside a Fundação Hospitalar. Na verdade, a fundação foi criada no governo anterior de Wellington Dias, sem qualquer necessidade aparente, para acomodar o parlamentar picoense.

A PF cumpriu mandado na empresa Dimensão Distribuidora, pertencente ao empresário Jadyel Alencar. Ele teria feito negócios de aproximadamente R$ 38 milhões com o atual governo por meio de dispensa de licitações para fornecimento de produtos hospitalares. Há 3 anos, Alencar foi condenado por comprar produtos roubados da Sesapi.

As perdas totais investigadas até o momento na Operação Onzena compreendem cerca de R$ 20 milhões. Uma empresa envolvida no esquema, de acordo com Allan Reis, vendeu máscaras com superfaturamento de até 500%. O faturamento bruto destes produtos, segundo ele, chegou a cerca de 1000%.

É a sétima operação realizada no governo Wellington Dias pela PF. O governador nega qualquer envolvimento do seu governo com atos de corrupção. No entanto todos os implicados em apurações anteriores, incluindo sua mulher, a deputada Rejane Dias (PT), foram afastados dos cargos. Rejane Dias era a secretária de Educação, conseguiu se reeleger deputada e não mais voltou para a Seduc/PI. (Toni Rodrigues)

Edição: Tropical Noticias

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