sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

ELE VIROU PRESIDENTE DO BRASIL

 Wellington Dias governa o estado mais pobre da Federação, e que ficou ainda mais pobre sob sua direção, no entanto se arvora de condutor da crise no tocante à vacinação

O presidente imaginário do Brasil, Wellington Dias, que não consegue nem governar o Piauí (Foto/Reprodução)
O presidente imaginário do Brasil, Wellington Dias, que não consegue nem governar o Piauí (Foto/Reprodução)

Ele fala como se fosse o presidente do Brasil. Governador do estado mais pobre da Federação, Wellington Dias (PT) decidiu assumir ares de grandeza desde que assumiu a presidência de um certo Consórcio Nordeste. A entidade, claramente, afronta a presidência da República. E trabalha abertamente para desgastar o presidente Jair Bolsonaro.

No dramático episódio da vacina contra o Coronavírus, aproveita e faz média o tempo inteiro. Na mais recente situação, concedeu entrevista aos meios de comunicação locais como se tivesse a autoridade do chefe da Nação – tanto no sentido de exigir posicionamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto de contratar a vacina, atributo exclusivo de laboratório.

Ele disse que o laboratório AstraZêneca se comprometeu em entregar 2 milhões de doses da vacina ainda em janeiro. Até sexta-feira, segundo ele, se fará solicitação à Anvisa, que “terá prazo de dez dias para se pronunciar.” O governador disse ainda que diante disso “será possível iniciar imediatamente a vacinação no Brasil.”

“Os governadores dos estados estão prontos, bem como os municípios como parceiros para a aplicação da vacina. Por isso, estamos buscando agora acertar o passo. O que acertamos foi para que tenhamos algo como 50 milhões de doses para o Ministério da Saúde ('o que acertamos (...) para o Ministério da Saúde'), destinado ao Plano Nacional de Imunização, até o mês de abril. Também deixamos como pedido dos governadores do Brasil para que a AstraZeneca possa ampliar a produção das doses, alcançando capacidade plena da Fiocruz, que pode chegar a 30 milhões de doses de vacina por mês

O governador do Piauí não se faz de rogado. E sua fala é mirabolante. Ele incorpora o papel de presidente. “O que acertamos (veja bem, 'acertamos') foi para que tenhamos algo como 50 milhões de doses para o Ministério da Saúde, destinado ao Plano Nacional de Imunização, até o mês de abril. Também deixamos como pedido dos governadores do Brasil para que a AstraZeneca possa ampliar a produção das doses, alcançando capacidade plena da Fiocruz, que pode chegar a 30 milhões de doses de vacina por mês”, acentuou.

Nessa direção, Dias afirma que é preciso definir os grupos a serem atendidos inicialmente. Grupos de risco, como portadores de comorbidades e doenças crônicas, idosos, ocupantes de presídios, quilombolas e populações indígenas. O que o governador não disse em sua entrevista é que tudo depende da liberação da Anvisa. E, se disse, não foi claro como deveria. Somente após isso é que estados e municípios poderão deflagrar o plano de vacinação.

Portanto, tudo depende da aprovação da Anvisa, que é órgão do Ministério da Saúde. O Consórcio Nordeste, ao que tudo indica, subiu à cabeça do governador. Ele agora fala como se fosse o presidente do Brasil. O que não deixa de confirmar que a oposição ao governo, neste caso, está indo mais longe. Tenta assumir o papel do próprio governo, mesmo quando não tem nenhuma condição para tanto. Principalmente em se tratando de Wellington Dias. (Toni Rodrigues)

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