segunda-feira, 22 de março de 2021

Regina será governadora para indicar Rejane Dias ao TCE/PI

Ela terá também a obrigação de cuidar da campanha de Rafael Fonteles ao governo do estado

Governador e vice mantêm relacionamento políticos de muitos anos
Governador e vice mantêm relacionamento políticos de muitos anos

Ao longo da semana divulgamos aqui no trnoticia que a vice-governadora Regina Sousa (PT) não será candidata à sucessão do amigo e companheiro de partido Wellington Dias, como ela deseja. Seu papel na sucessão será apenas de conduzir o processo e despachar em favor da campanha de Rafael Fonteles, já definido candidato e que está em campanha aberta, de forma extemporânea e, consequentemente, ilegal.

O governador deve deixar o governo em abril do ano que vem para ser candidato a senador. Ele pensa em ser candidato a presidente da República - e seus projetos estão de acordo com aquilo que pensa o PT em nível nacional. Com Lula agora elegível, por conta de um ato institucional do ministro Edson Fachin, do STF - Supremo Tribunal Federal, o ex-presidiário poderá ser o candidato a vice.

Isso porque ele tem elevados índices de rejeição na maioria do eleitorado brasileiro, de acordo com recentes pesquisas de opinião. Uma chapa com ele como vice serviria para acalmar o ânimo dos que o rejeitam ao mesmo tempo em que alimentaria o comportamento belicista da militância, que apoiaria cegamente qualquer candidato que tenha aval de Lula, ainda mais se tiver sua presença na chapa.

Regina Sousa teria ainda uma outra missão ao se tornar governadora. No momento, o governador planeja tornar a mulher conselheira do TCE/PI - Tribunal de Contas do Estado, e só não o faz porque está impedido por lei. Depois do absurdo protagonizado pelo então governador Wilson Martins, que indicou sua mulher, Lilian Martins, para a Corte de Contas, a sociedade piauiense se indignou e, de certo modo, pressionou os deputados a modificarem a legislação em torno do assunto.

Sendo assim, mesmo que a eleição seja feita pela Assembleia, a mulher do governador não pode ser votada para conselheira do TCE enquanto ele permanecer à frente do Executivo. Com a aposentadoria do conselheiro Luciano Nunes, a ideia é que seja Rejane a indicada. A aposentadoria de Luciano ocorrerá ainda este ano. 

Duas coisas podem acontecer. A primeira é que a indicação do novo conselheiro, ou conselheira, se dê apenas no ano que vem, até porque após a data final para aposentadoria do atual as coisas não se resolvem tão rapidamente no Tribunal. Todo o trâmite demora entre quatro e seis meses. Assim, a indicação seria feita por Regina Sousa, já devidamente empossada no cargo de chefe do governo do estado.

Um detalhe em toda essa história é que nos bastidores se comenta com muita propriedade que Regina não tem qualquer apreço por Rejane e a responsabiliza pela grande maioria dos escândalos havidos no governo. Mas todos sabemos também de sua extrema lealdade ao governador. Por causa dessa lealdade ela seria capaz de passar por cima de qualquer princípio - e até mesmo de algumas convicções.

Um outro acontecimento possível seria a antecipação da renúncia de Wellington. Ele anda muito envolvido atualmente com um tal Fórum Nacional de Governadores, onde seria coordenador nacional de vacinação, além do famoso e inócuo Consórcio Nordeste, reduto político da esquerda nordestina e que tem como propósito apenas a oposição ao governo Jair Bolsonaro - e nada mais.

O governador deve simplesmente alegar seu envolvimento com tantos "compromissos" para antecipar a renúncia e passar o comando para Regina, já com as determinações de cuidar da campanha de Rafael Fonteles e indicar aos deputados o nome de Rejane para conselheira do TCE. O que também se comenta é que Regina pode se rebelar. Esta é uma alternativa bem remota. Mas já aconteceu em oportunidade recente.

 Foi o caso do então governador Zé Filho que combinou com seu companheiro de chapa Wilson Martins de tomar posse e cuidar da campanha do grupo que teria Marcelo Castro como candidato a governador e Silvio Mendes como vice. Ao tomar posse Zé Filho virou as costas para o acordo e lançou sua própria campanha para ter apenas 30% dos votos e garantir o retorno apoteótico do petista Wellington Dias ao poder. (TR)

Edição: Tropical Noticias

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