domingo, 2 de maio de 2021

Wellington Dias fala até em recomendação científica e utiliza nomes de médicos conhecidos para justificar aquisição do produto

 

Política PANDEMIA

Presidente do Consórcio Nordeste autorizou compra de medicamentos não comprovados (Veja vídeo)

Wellington Dias no vídeo que gera polêmica nas redes sociais anuncia compra de cloroquina e outros
Wellington Dias no vídeo que gera polêmica nas redes sociais anuncia compra de cloroquina e outros

O governador Wellington Dias (PT) tem usado alguns jornalistas para mandar recados aos seus críticos, inclusive na imprensa. Ele agora os chama de bolsonaristas. Sim, porque agora todo aquele que ousa criticar o governador do Piauí, mesmo diante de fatos incontestáveis, o faz por ser adversário político, sobremaneira ligado ao bolsonarismo, ou simplesmente por estar propagando fake news. Tudo que desagrada ao governo é imediatamente tachado como fake news. Repetimos: mesmo diante de evidências incontestáveis.

Nesta quarta-feira circulou na rede um vídeo do governador em que ele afirma com veemência ter autorizado ao secretário de Saúde, Florentino Neto, adquirir produtos como cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, dentre outros medicamentos, hoje considerados sem eficácia no combate à pandemia, para serem usados no tratamento da doença. Ele afirma dispor de estudo científico realizado por especialistas do vizinho estado do Ceará e também da orientação de profissionais médicos como Sabas Carlos Vieira, Benjamin Pessoa Vale, dentre outros, recomendando o uso dos medicamentos num protocolo específico. Assista o vídeo abaixo:

Na descrição do vídeo, fazemos questão de destacar: "O presidente do Consórcio Nordeste, governador Wellington Dias, do PT, em dado momento, ao longo da pandemia, autorizou o secretário de Saúde do estado do Piauí, Florentino Neto, a adquirir medicamentos de eficácia não comprovada no tratamento do Covid-19." Isso mesmo, em dado momento, e não agora, como ele quer fazer acreditar que dissemos. Arrematamos com a seguinte afirmação: "Como se vê, não foi apenas o presidente Jair Bolsonaro que defendeu a utilização de tais produtos." Sim, defendeu. Ele defendeu mesmo.

O fato foi amplamente anunciado na imprensa oficial. Páginas do site da Secretaria de Saúde informaram sobre a aquisição. Reforçaram que a medida se deu em parceria entre governos do Piauí, Ceará e Pará. Foi noticiado também pelo site G1, do Sistema Globo de Comunicação: "Governador do PI anuncia compra de cloroquina e hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19."

Wellington Dias, por meio de portavozes na mídia local, afirma que fez essa recomendação em outro momento, quando ainda não havia acontecido o agravamento do Coronavírus. Ora, o problema sempre foi grave. Desde que foi tratado como pandemia, então é considerado grave. Isso ocorreu no dia 12 de março do ano passado. Ou seja, quando o chefe do Executivo piauiense fez a recomendação já vivíamos uma situação pandêmica. Dias quer apenas brincar com as palavras, como se fôssemos obrigados a acreditar em tudo o que ele diz. Mesmo diante das mais grosseiras falsificações.

Na verdade, crime é acusar os outros daquilo que se faz. Crime é recomendar medicamentos não comprovados, como muitos fizeram, e agora querer tirar o corpo de banda para dizer que não tem nada com isso. Crime é utilizar dinheiro público na compra de medicamentos não comprovados, como se fez no Piauí, e agora, diante da possibilidade de convocação por uma CPI do Senado, olhar para o lado e dizer: foi ele, não eu. Exato, assim é fácil demais. A culpa é sempre dos outros. Para que melhor? (Toni Rodrigues)

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