quarta-feira, 6 de abril de 2022

Na convenção do PT, faltou Chapolin para tornar Rafael Fonteles menos repudiável

 Candidatos do PT se apresentaram aos seus eleitores diante de claque organizada previamente; maioria de vermelho

No evento, Regina Sousa, a nova governadora, aposentou a bata amarela com que se apresentou na posse
No evento, Regina Sousa, a nova governadora, aposentou a bata amarela com que se apresentou na posse

O PT fez festa neste sábado (2/4) para lançamento da pré-candidatura de Rafael Fonteles ao governo do estado e Wellington Dias para o Senado. Na festa petista faltou o conhecido personagem “Chapolin Colorado”, que animou outras convenções do partido.

Na oportunidade mais recente, para a prefeitura de Teresina, o resultado foi desastroso para o então candidato, que posteriormente reclamou do próprio partido. Ele usou o Chapolin Colorado na sua convenção. Segundo Fábio Novo, o então candidato, a população não queria votar no PT. “Muita gente me dizia: você é o mais preparado (nessa disputa 2020), mas não voto em você por causa do PT.”

Diante disso, Rafael Fonteles e Wellington Dias vivem o ápice da chamada Lei de Murphy: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”

O criador dessa lei foi o capitão da Força Aérea americana, Edward Murphy. Rafael Fonteles, apesar de estreante na política, é um nome altamente rejeitado entre os piauienses, de acordo com recentes pesquisas de opinião. Ou seja: o povo não quer votar no PT. Sendo assim, Rafael Fonteles e Wellington Dias lideram o “time de Murphy”.

Teresina, principalmente. Pesquisas realizadas ao longo da semana mostram que se o pleito fosse hoje o pré-candidato da oposição, Silvio Mendes (União Brasil), venceria com folga. A maioria seria de aproximadamente 600 mil votos, em todo o Piauí.

O PT criou um slogan novo para Rafael e Wellington: “O time do povo.” Mas de que povo eles estão falando? Em toda cidade onde esteve nos últimos dias antes de renunciar Wellington Dias e Rafael Fonteles foram praticamente apedrejados. Chamados de “caloteiros”, “enrolões” e “traíras” por professores e servidores públicos, eles deixaram até de participar de algumas solenidades. É o “time de Murphy”. O que começa errado, certamente terminará errado.

No evento do PT deste sábado, realizado no Atlantic City, todos voltaram a se vestir de “Chapolin Colorado”. Provavelmente sentindo a ausência do personagem. Cores vermelhas berrantes. Cores que, de acordo com institutos acreditados, são hoje repudiadas pela grande maioria das sociedade brasileira. Os “vermelhos” nunca estiveram tão em baixa no Brasil. Seguramente no Piauí a história se repente.

No Atlantic City era possível ver os clarões de gente. Possível também ver as claques recrutadas e organizadas. Dias antes vazou um áudio nas redes sociais em que uma senhora convocava seus familiares e amigos para participar da convenção anunciando que, por enquanto, seria distribuído lanche. Possivelmente algum outro tipo de adjutório seria oferecido.

Em momentos anteriores, petistas foram flagrados distribuindo, em diversos estados do país, pão com mortadela e ajuda financeira em reais para pessoas que participavam de comícios e gritavam os nomes dos candidatos do partido. Também foi instaurado inquérito no Ministério Público Eleitoral para investigar compra de engajamento nas redes sociais. Há duas semanas o partido teve sua conta do WhatsApp suspensa por fazer impulsionamento pago de seus conteúdos.

O personagem Chapolin Colorado, interpretado por Roberto Bolaño na televisão (o mesmo de Chaves), pode fazer muita falta na campanha de Rafael Fonteles. Tornaria o candidato menos repudiável. (Toni Rodrigues)

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